De memes a Wi-Fi: Inquéritos por supostas ofensas a Lula disparam
Brasília, Sexta, 03 de julho de 2026
Política

De memes a Wi-Fi: Inquéritos por supostas ofensas a Lula disparam

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Por Redação

Ao menos 57 investigações foram abertas pelo governo petista

Nos últimos anos, o governo Lula (PT) solicitou ao menos 57 investigações sobre supostos crimes contra a honra do petista. Os casos vão de gritos de “Lula ladrão” em vias públicas a um militar que batizou sua rede de wi-fi com a frase. A informação é do jornal Folha de S. Paulo.

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Foram abertas 20 investigações em 2023, 12 em 2024 e 25 em 2025. Parte dos casos já foi arquivada e detalhes permanecem sigilosos pelo Executivo.

Os inquéritos também atingiram memes e montagens em redes sociais, incluindo imagens que chamavam o presidente de “Zé Pilantra”.

De memes a Wi-Fi: Inquéritos por supostas ofensas a Lula disparam
Foto: Reprodução/Redes sociais

Lula também pediu apuração de um áudio em grupo de WhatsApp no qual uma mulher o ameaçava de morte.

Em Porto Velho (RO), a equipe de segurança detectou uma rede de wi-fi chamada “Lula Ladrão” durante reunião. O sinal vinha do celular de um policial militar, que foi retirado do local.

Em dezembro de 2024, a Polícia Federal abriu inquérito contra uma mulher que se aproximou da casa de Lula em São Paulo com cartazes críticos ao presidente e ao ministro do STF Alexandre de Moraes. Ela chamou um policial de “macaco” e foi denunciada pelo MPF por injúria racial.

A PF registrou ainda três apurações contra pessoas que teriam gritado “Lula ladrão” perto do presidente em São Paulo, Contagem (MG) e Porto Velho.

Alguns inquéritos foram arquivados. Um envolveu o empresário Pablo Marçal, que afirmou que Lula teria “desviado mais de R$ 1 trilhão”; a Procuradoria considerou crítica política, não crime. Outro caso arquivou seis integrantes do MBL que gritaram “Lula, ladrão, seu lugar é na prisão” em Osasco (SP), por contexto de acirramento político exigir proporcionalidade.

Cabe ao Ministério da Justiça requisitar as apurações. Em nota à Folha, a pasta comandada por Ricardo Lewandowski disse avaliar a “conveniência e a oportunidade” antes de pedir ação penal, sem detalhar a relevância dos episódios ou exemplos de denúncias.

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