Presidente do Senado disse que não cederá a chantagens dos parlamentares
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), afirmou durante reunião com líderes partidários na residência oficial, que o Senado voltará a funcionar. A declaração ocorre após senadores da oposição ocuparem a Mesa Diretora do plenário em protesto contra a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
“Não vou aceitar ser ameaçado e o Senado voltará a funcionar”, afirmou. “Não vou aceitar chantagem. Não abrirei mão de minhas prerrogativas.”
Mais tarde no congresso, o senador Cid Gomes (PSB-CE) voltou a afirmar que Alcolumbre, não pretende dar andamento a pedidos de impeachment.
“O presidente disse que isso é atribuição dele e que não há hipótese de colocar a matéria em votação”, relatou Cid a jornalistas.
As declarações se referem à pressão para que o presidente do Senado dê andamento a pedidos de impeachment contra ministros do Supremo Tribunal Federal, especialmente Alexandre de Moraes. Alcolumbre reforçou que essa é uma prerrogativa exclusiva do cargo e disse que não transferirá essa responsabilidade ao plenário. Segundo interlocutores, ele avaliou que “não há o menor clima” para avançar com o pedido, posição apoiada pela maioria dos líderes presentes.
A oposição, que ocupava o plenário desde a manhã de terça-feira (5), não participou da reunião, alegando presença de governistas. O grupo também solicitou uma reunião exclusiva com o presidente do Senado.
A ocupação dos plenários da Câmara e do Senado impedia a realização de sessões deliberativas. Parlamentares aliados de Bolsonaro se revezavam nas cadeiras da Mesa Diretora, e sessões previstas para terça foram canceladas por Alcolumbre e pelo presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB).
