A recente visita do presidente Lula à Favela do Moinho em São Paulo gerou polêmica devido à articulação prévia com a Associação da Comunidade do Moinho, sediada em um endereço usado pelo Primeiro Comando da Capital (PCC) para armazenar drogas, conforme denúncias do Ministério Público de São Paulo (MP-SP).

Documentos revelam que o local, na Rua Doutor Elias Chaves, nº 20, armazenava cocaína, crack e maconha, apreendidos em agosto de 2023 na operação Salus et Dignitas, que também prendeu Leonardo Monteiro Moja, o Léo do Moinho, apontado como líder do tráfico na região.

A presidente da associação, Alessandra Moja Cunha, é irmã de Léo e possui condenação por homicídio, cumprindo parte da pena em regime fechado. De acordo com o Metrópoles, ela e outros familiares, incluindo sua filha Yasmin Moja, participaram de ao menos cinco reuniões com representantes do governo federal desde novembro de 2024, incluindo o ministro Márcio Macêdo (Secretaria-Geral da Presidência) e a secretária-executiva Kelli Mafort.
Dois dias antes da visita de Lula e da primeira-dama Janja, Macêdo esteve no local para organizar a agenda presidencial. O MP-SP aponta que a família Moja transformou a favela em uma base de distribuição de drogas do PCC.

Macêdo nega irregularidades, afirmando que as reuniões trataram apenas da solução habitacional. A Secretaria de Comunicação da Presidência reforça que a segurança da comitiva seguiu protocolos rigorosos e que a interlocução com lideranças comunitárias é prática padrão.
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