Dono do BTG defende "Judiciário altivo" - Claudio Dantas
Brasília, Quarta, 08 de julho de 2026
Política

Dono do BTG defende “Judiciário altivo”

André Esteves afirma que atuação mais forte das instituições ajudou Brasil a evitar crises como Venezuela e Argentina

Reprodução

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Por Redação

O chairman e sócio sênior do BTG Pactual, André Esteves, defendeu nesta terça-feira (12) a atuação de um “Judiciário altivo” e de um Congresso independente durante participação no Fórum VEJA Brazil Insights, realizado em Nova York.

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Segundo o banqueiro, o fortalecimento institucional ajudou o Brasil a evitar crises mais profundas enfrentadas por países vizinhos.

“O Brasil Não virou a Venezuela, não passou os percalços da Argentina, pela capacidade nossa de se defender institucionalmente, que tem muito a ver com esse centro político presente no Congresso, e mais recentemente com o Judiciário mais altivo”, afirmou.

Na sequência, Esteves disse preferir o atual ambiente político à concentração de poder no Executivo.

“Então, eu prefiro muito mais esse ambiente do que o ambiente onde o Congresso está lá submisso ao Executivo e o Judiciário está ausente. Eu acho que ele nos protege institucionalmente.”

O empresário também afirmou que o aumento do protagonismo das instituições pode gerar excessos pontuais, mas avaliou que os mecanismos democráticos seriam capazes de corrigir distorções.

“Como essas instituições ganharam muito poder recentemente, é natural que tenha um excesso aqui, uma conduta não ideal ali. Agora isso eu acho que os nossos checks and balances naturais, e está aí a imprensa livre e profissional para ajudar a identificar isso, vai corrigir.”

Ainda durante o evento, o banqueiro voltou a defender o fortalecimento das instituições e a separação entre os Poderes.

“Mas eu gosto de ver um Judiciário altivo, eu gosto de ver um Congresso independente, e o Executivo, que obviamente é o maestro da condição, foi o que escolhido pela sociedade.”

No mesmo painel, André Esteves também defendeu o ajuste fiscal como caminho para redução dos juros no país. Segundo ele, juros elevados aumentam a inadimplência e prejudicam o ambiente econômico, inclusive para os bancos.

“O juro ideal para o nosso negócio está entre 7% e 9%. O cenário atual é péssimo”, declarou.

O executivo comparou ainda o cenário econômico atual ao período pós-impeachment de Dilma Rousseff e afirmou que o Brasil vive hoje um ambiente mais organizado para avançar em reformas.

“Quando Temer assumiu havia uma enorme desorganização econômica. Hoje está tudo comportado. Está muito mais fácil avançar nessa agenda”, disse.

O Fórum VEJA Brazil Insights reuniu empresários, autoridades públicas e lideranças políticas em Nova York para discutir economia, ambiente institucional e as eleições de 2026.

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