Em entrevista ao programa ALive desta terça-feira (07), o senador Carlos Portinho (PL-RJ) afirmou que o Rio de Janeiro (RJ) se tornou um “laboratório” do Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo ele, a decisão da Corte de restringir operações policiais em comunidades, por meio da ADPF das Favelas, contribuiu para o fortalecimento de grupos narcoterroristas no Estado.
Ao criticar outro caso de intervenção do Supremo no Estado, Portinho comparou a situação do Rio com casos envolvendo Amazonas e Roraima. Segundo o senador, os dois Estados também passaram por crises que exigiram a criação de um “governo tampão”, mas tiveram eleições realizadas posteriormente sem uma atuação prolongada do STF.
No Rio de Janeiro, atualmente, o governo estadual é comandado por Ricardo Couto, que ocupava a presidência do Tribunal de Justiça do Estado.
“‘Ah, no Rio só tem bandido. Ah, no Amazonas não tem e em Roraima não tem’. Ah, pelo amor de Deus, gente! Os fins não justificam os meios”, disse o senador. “A gente vai entregar para as autoridades ou os autoritários do país, seja do tráfico, da milícia, da toga, o nosso futuro, o nosso Brasil?”.
Durante a entrevista, o apresentador Claudio Dantas afirmou que a atuação do STF no Rio poderia abrir precedente para uma intervenção no governo federal: “Se amanhã o Flávio [Bolsonaro] ganha a eleição [presidencial], eles [ministros do STF] podem, por qualquer motivo, tirar o Flávio [do Poder] e falar assim: ‘Não, quem vai administrar aqui o Brasil agora sou eu'”.
“Quando você consolida essa jurisprudência do Judiciário poder, a seu bel prazer, rasgando o texto constitucional, assumir o comando administrativo, anular a voz do eleitor, […] O que o Judiciário está dizendo é o seguinte: ‘O seu voto não vale nada. Quem decide se vale sou eu”, continuou o jornalista. “Isso é uma ditadura pura”, completou Dantas.
