Juízes pedem mais prazo ao STF para reduzir penduricalhos
Brasília, Quarta, 17 de junho de 2026
Justiça

Juízes pedem mais prazo ao STF para reduzir penduricalhos

Entidades alegam dificuldade técnica e solicitam ao menos 30 dias para adequação

O atraso ocorre por causa dos prazos processuais estabelecidos pelo relator do caso, o ministro Alexandre de Moraes. Foto: Gustavo Moreno/SCO/STF

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Por Mariana Albuquerque

Jornalista e pós-graduada em Direito Legislativo.

Entidades de magistrados pediram ao Supremo Tribunal Federal (STF) mais prazo para aplicar as novas regras sobre pagamentos acima do teto do funcionalismo público, os chamados penduricalhos.

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O pedido foi apresentado pela Associação dos Magistrados Brasileiros em conjunto com outras entidades que representam juízes e membros do Ministério Público.

No documento, as entidades solicitam a suspensão dos efeitos da decisão e a concessão de prazo mínimo de 30 dias após o julgamento de eventuais recursos para adaptação às novas regras.

Segundo a AMB, tribunais enfrentam dificuldades para cumprir o entendimento fixado pela Corte.

“O que é certo, e a AMB pode atestar, é que os tribunais estão em dificuldade para dar cumprimento à decisão desse STF sem que tal cumprimento possa violar direito dos magistrados em razão de eventual incompreensão da decisão”, afirma o pedido.

Em março, o STF determinou limite para os chamados penduricalhos, estabelecendo que a soma das vantagens não pode ultrapassar 70% do salário, dividida entre verbas indenizatórias e adicional por tempo de serviço.

As entidades classificam a situação como “fato extraordinário” e apontam urgência na análise, diante do fechamento das folhas de pagamento nos tribunais.

“Considerando que vários Tribunais estão para ‘fechar’ a elaboração da folha de pagamento de seus membros e servidores — alguns já devem até ter concluído esse procedimento — revela-se urgente a apreciação e deferimento do pedido”, diz outro trecho.

Além do prazo, as associações pedem que a parcela de valorização por tempo de serviço não seja suspensa e que pagamentos retroativos possam ser mantidos.

O pedido também solicita decisão monocrática com posterior análise pelo plenário virtual. Até o momento, o STF não analisou a solicitação.

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