STF obriga divulgação detalhada de salários no Judiciário
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Justiça

STF obriga divulgação detalhada de salários no Judiciário

Corte determina publicação do valor exato recebido por magistrados e membros do MP

STF obriga divulgação detalhada de salários no Judiciário
Fachada do Supremo Tribunal Federal. Foto: Gustavo Moreno/SCO/STF

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Por Mariana Albuquerque

Jornalista e pós-graduada em Direito Legislativo.

Tribunais de Justiça, ministérios públicos, tribunais de contas, defensorias públicas e a advocacia pública — da União e dos estados — terão de publicar, mensalmente, o “valor exato” recebido por seus membros, de acordo com tese de repercussão geral do Supremo Tribunal Federal (STF).

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A decisão foi publicada ontem (25), após julgamento que fixou limites para os chamados “penduricalhos” pagos a integrantes do Judiciário e do Ministério Público. Esses adicionais passam a ser restritos a 35% do teto constitucional, atualmente em R$ 46.366,19.

Os dados deverão incluir toda a remuneração, com detalhamento do salário-base, verbas indenizatórias e auxílios. A divulgação deverá ocorrer nos sites oficiais dos órgãos, com discriminação de cada parcela, e não apenas um valor total.

Caso haja divergência entre os valores publicados e os efetivamente pagos, as instituições poderão ser responsabilizadas.

A padronização dos relatórios ficará a cargo do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), que definirão critérios comuns para a divulgação.

A medida entra em vigor em abril de 2026, com dados referentes aos pagamentos de maio. Para outros servidores, permanecem as regras atuais até eventual nova legislação.

Na prática, a remuneração pode chegar a cerca de R$ 78,5 mil no topo da carreira, considerando verbas indenizatórias.

A decisão também determina a interrupção de benefícios considerados inconstitucionais, como auxílios de moradia, combustível e alimentação, até que o Congresso regulamente o tema.

Entre os pagamentos mantidos estão adicional por tempo de serviço, diárias, ajuda de custo, gratificações específicas e indenizações previstas em lei.

Segundo o STF, a mudança pode gerar economia anual de R$ 7,3 bilhões com base em estimativas de 2025.

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