Amiga de Lulinha diz que PF errou em relatório que traz suspeita de propina
Brasília, Terça, 30 de junho de 2026
Justiça

Amiga de Lulinha diz que PF errou em relatório que traz suspeita de propina

Advogados falam em "premissa falsa" em suspeita sobre repasses

Roberta Luchsinger e Lulinha na foto. Foto: Reprodução
Roberta Luchsinger e Lulinha na foto. Foto: Reprodução

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Por Redação

A defesa de Roberta Luchsinger afirmou ontem (19) ao Supremo Tribunal Federal (STF) que um relatório da Polícia Federal (PF) que levanta suspeitas sobre ela e Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, contém erro. A empresária é investigada na “Farra do INSS”.

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O documento da PF aponta que Roberta pagou R$ 641 mil a uma agência de viagens utilizada por ela e por Lulinha no mesmo período em que recebeu mais de R$ 1 milhão de Antônio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS, principal lobista do roubo dos aposentados.

Segundo os investigadores, a coincidência levantou a suspeita de que parte dos valores pagos à empresária teria sido direcionada a Lulinha por meio do custeio de viagens.

Na petição enviada ao relator do caso, o ministro André Mendonça, a defesa contesta essa conclusão. Os advogados afirmam, de acordo com o site g1, que os pagamentos à agência ocorreram entre dezembro de 2023 e junho de 2024, enquanto o 1º repasse do Careca do INSS só aconteceu em novembro de 2024.

Para a defesa de Luchsinger, os períodos não coincidem, e o relatório se baseia em uma “premissa falsa”. Os advogados afirmam ainda que houve uma “tentativa enviesada, ilegal e frustrada de incriminar uma pessoa inocente”.

A argumentação cita documentos da própria investigação, como um Relatório de Inteligência Financeira (RIF) do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf).

Procurada pelo g1, a Polícia Federal informou que “não se manifesta sobre investigações em andamento” e declarou que os trabalhos seguem “com rigor técnico, imparcialidade e observância ao devido processo legal”.

Luchsinger foi alvo de busca e apreensão em dezembro de 2025. A PF identificou cinco pagamentos de R$ 300 mil feitos por empresa ligada ao Careca do INSS a uma empresa da empresária, somando R$ 1,5 milhão.

A suspeita envolvendo Lulinha surgiu após depoimento de um ex-funcionário do lobista, que afirmou que Antunes dizia pagar uma mesada de R$ 300 mil ao filho de Lula. Segundo a testemunha, o objetivo seria obter apoio para vender medicamentos de canabidiol ao Ministério da Saúde.

O advogado Bruno Salles, que representa Roberta, afirmou ao site que os valores recebidos correspondem a serviços prestados na área de regulação e comercialização de produtos de cannabis medicinal. Segundo ele, não houve repasse de recursos a Lulinha.

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