O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça deu 48 horas para que a Secretaria de Administração Penitenciária do Distrito Federal (Seape), responsável pelo Complexo da Papuda, preste esclarecimentos sobre a denúncia de Antônio Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, de que estaria sendo pressionado por agentes penais a firmar delação premiada.
A decisão foi proferida ontem (23) pelo magistrado. Segundo petição apresentada pela defesa ao gabinete do ministro, Antunes afirma ter sido retirado da cela na semana passada e questionado por agentes penitenciários sobre a recusa em fechar acordo de colaboração.
A defesa sustenta ainda que o preso respondeu a mais de dez perguntas sem a presença de advogados e que houve insistência em delação por cerca de 1 hora.
Em nota, a Seape informou que recebeu o ofício e que vai responder dentro do prazo. Afirmou também que instaurou procedimento administrativo para apurar os fatos.
O “Careca do INSS”, preso desde o fim do ano passado, é apontado pela Polícia Federal (PF) como peça central do esquema de fraudes bilionárias no INSS.
No momento, não há acordo de delação em negociação por parte de Antunes, ao contrário do empresário Maurício Camisotti, preso na mesma operação, que tenta construir novo acordo após negativa inicial. Ele também é investigado como peça-chave da “Farra do INSS”.
