Escritório da família de Moraes acionará senador na Justiça
Brasília, Terça, 21 de julho de 2026
Justiça

Escritório da família de Moraes acionará senador na Justiça

Relator da CPI do Crime Organizado citou circulação de recursos ligada ao PCC e contratação do escritório pelo Banco Master

Escritório da família de Moraes acionará senador na Justiça
O parlamentar sustenta que a acusação não encontra respaldo jurídico e contraria precedentes do próprio ministro. Foto: Geraldo Magela/Agência Senado

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Por Mariana Albuquerque

Jornalista e pós-graduada em Direito Legislativo.

O escritório Barci de Moraes, ligado à família do ministro Alexandre de Moraes, informou que entrará com ação de indenização contra o senador Alessandro Vieira, relator da CPI do Crime Organizado.

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A iniciativa ocorre após declarações do parlamentar sobre possíveis fluxos de recursos ligados ao Primeiro Comando da Capital e contratos envolvendo o Banco Master.

Em entrevista ao SBT News, Vieira afirmou que investigações apontam a movimentação de recursos de organizações criminosas e pagamentos a agentes públicos.

“Você tem apurações em andamento que apontam a chegada de recursos do PCC, Primeiro Comando da Capital, uma organização criminosa violenta. Você tem indicativos de pagamentos a autoridades de diversos poderes, servidores públicos de carreira, políticos, eventualmente pessoas ligadas ao Judiciário”, declarou.

O senador também mencionou informações sobre circulação de recursos envolvendo familiares de ministros do Supremo. “A gente tem informações que apontam circulação de recursos entre esse grupo criminoso e familiares dos ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes. Não é razoável dizer agora que essa circulação de recurso é ilícita”, disse.

O escritório da família de Moraes afirma que as declarações são falsas e informou que a ação judicial, a ser apresentada na Justiça estadual de São Paulo, apontará os crimes de injúria, calúnia e difamação.

Ao comentar o caso, Vieira afirmou que não fez ligação direta entre o escritório e a facção criminosa.

“Essa interpretação forçada não corresponde ao que falei e é mais uma tentativa de intimidação. O que fiz foi relatar o processo provável de lavagem de dinheiro realizado por um grupo que contratou os serviços do escritório da família Moraes”, declarou.

O senador também afirmou que as investigações sobre o Banco Master ainda estão em andamento. “As pessoas aparentemente ainda têm dificuldade em compreender que as atividades do Master eram criminosas”, disse.

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