O chanceler Mauro Vieira conversou ontem (08) por telefone com o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, para tentar evitar que o PCC e o Comando Vermelho (CV) sejam classificados como “Organizações Terroristas Estrangeiras”. A informação é do g1.
Diplomatas ouvidos pelo site, sob sigilo, relataram “o temor de que os Estados Unidos utilizem o combate ao narcotráfico e a classificação de grupos como terroristas para justificar operações militares na região”.
O debate no governo americano sobre a designação de facções brasileiras como terroristas não é novo. A discussão ganhou força após ações militares dos EUA na Venezuela, em janeiro deste ano, que resultaram na deposição do ditador socialista Nicolás Maduro.
Pela legislação americana, a classificação de grupos como “Organizações Terroristas Estrangeiras” cria mecanismos legais que permitem sanções financeiras, restrições migratórias e até o uso de força militar. O secretário de Estado pode adotar a designação após consultas com o Departamento de Justiça e o Departamento do Tesouro.
Sob a gestão de Donald Trump, o governo dos EUA passou a incluir cartéis de drogas latino-americanos na lista de organizações terroristas. A medida autoriza o Pentágono a empregar recursos de inteligência e capacidades militares contra esses grupos, inclusive em operações unilaterais.
De acordo com o UOL, a documentação sobre o PCC e o CV já “foi finalizada no Departamento de Estado [dos EUA] há alguns dias, passou por uma série de outras agências que deram ok ao material”.
Após análise de Rubio, o material ainda precisa ser enviado ao Congresso dos EUA e publicado no Registro Federal. Esse processo pode levar cerca de duas semanas.

