A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) pediu agora há pouco (10) ao Supremo Tribunal Federal (STF) autorização para que o conselheiro do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, no Brasil, Darren Beattie, o visite na prisão.
O pedido foi apresentado ao ministro por meio de requerimento da defesa do ex-presidente. Bolsonaro cumpre pena na unidade conhecida como Papudinha, em Brasília, e qualquer visita depende de autorização do STF.
Beattie foi nomeado pelo governo americano para o cargo de Conselheiro Sênior de Política para o Brasil no Departamento de Estado. Antes da indicação, não havia ocupante específico para essa função.
O assessor é próximo do deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e já fez críticas públicas ao ministro Alexandre de Moraes.
Em uma publicação nas redes sociais no ano passado, Beattie afirmou:
“O ministro Moraes é o coração pulsante do complexo de perseguição e censura contra Jair Bolsonaro, o que, por sua vez, tem restringido a liberdade de expressão nos EUA. Graças à liderança do presidente Trump e do secretário [Marco] Rubio, estamos atentos e tomando as devidas providências”.
Pedido de visita
No requerimento apresentado ao STF, o advogado Paulo da Cunha Bueno, que representa Bolsonaro, solicitou autorização excepcional para que o encontro ocorra fora dos dias regulares de visita.
Segundo o documento, Beattie cumprirá agenda oficial no Brasil e permanecerá em Brasília por curto período.
“O visitante cumprirá agenda oficial no Brasil e estará em Brasília por curto período, circunstância que acaba por inviabilizar a realização da visita nas datas ordinárias atualmente previstas para visitação (quartas-feiras e sábados)”, afirma o pedido.
A defesa propôs que o encontro ocorra no dia 16 de março, no período da tarde, ou no dia 17 de março, no período da manhã ou início da tarde, respeitando as regras de segurança da unidade prisional.
O advogado também solicitou autorização para que Beattie esteja acompanhado de um intérprete durante a visita.
“Diante dessa limitação objetiva de agenda — comum em compromissos de natureza diplomática —, requer-se autorização excepcional para que a visita possa ocorrer no dia 16 de março, no período da tarde, ou no dia 17 de março, no período da manhã ou início da tarde, observadas todas as demais regras de segurança e controle do estabelecimento custodiante”.
A defesa argumenta que o intérprete é necessário porque Bolsonaro “não possui plena fluência na língua inglesa”.
Beattie deve viajar ao Brasil na próxima semana. A agenda inclui compromissos em São Paulo e Brasília, além de reunião com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e encontros relacionados ao cenário político brasileiro.
