Kataguiri protocola projeto para extinguir auxílio-reclusão
Brasília, Sábado, 13 de junho de 2026
Política

Kataguiri protocola projeto para extinguir auxílio-reclusão

Deputado diz que benefício “inverte prioridades” do Estado e atende dependentes de presos

Na justificativa, o parlamentar afirma que o benefício representa uma distorção do sistema previdenciário. Foto: Vinicius Loures/Câmara dos Deputados.

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Por Karoline Cavalcante

Jornalista e pós-graduanda em Marketing Político e Campanhas Eleitorais

O deputado federal Kim Kataguiri (União-SP) protocolou nesta quarta-feira (11) um projeto de lei que propõe o fim do auxílio-reclusão, pago a dependentes de segurados do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) de baixa renda presos em regime fechado.

“Protocolei hoje um projeto para ACABAR com o auxílio-reclusão. Não dá para permitir que, enquanto famílias honestas se viram como podem no nosso país, o Estado crie um benefício para quem infringiu leis e, muitas vezes, até tirou a vida de alguém. A busca por um país mais justo passa pela extinção dessas distorções de prioridades”, publicou em suas redes sociais.

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O texto revoga o artigo 80 da Lei nº 8.213/1991, que institui o benefício previdenciário. Pela proposta, pagamentos em andamento seriam encerrados após a entrada em vigor da nova norma, sem direito adquirido ou indenização. A medida passaria a valer 90 dias após a promulgação.

Na justificativa, o parlamentar afirma que o benefício representa uma distorção do sistema previdenciário. Segundo ele, o Estado “inverteu completamente suas prioridades” ao manter uma prestação vinculada à prisão decorrente de crime.

“Não se trata de um amparo universal à pobreza, mas de um benefício condicionado a uma situação que nasce da violação da lei penal”, escreveu. Para Kataguiri, a política gera sensação de injustiça para contribuintes que enfrentam dificuldades sem receber o mesmo suporte estatal.

O deputado também sustenta que a inclusão do auxílio-reclusão na Previdência altera a lógica do regime contributivo. Ele afirma que “não há racionalidade atuarial, social ou jurídica” para equiparar a prisão a eventos como invalidez ou morte do segurado.

Kataguiri ainda cita o déficit previdenciário como argumento para a mudança. De acordo com ele, o sistema opera com desequilíbrio estrutural coberto pelo Tesouro Nacional.

O projeto aguarda despacho da Mesa Diretora da Câmara para início da tramitação nas comissões.

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