O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, explicou nesta terça-feira (20) o motivo de não ter participado presencialmente da “Caminhada pela Liberdade”, mobilização liderada pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), que teve início em Minas Gerais.
Ele afirmou que tentou comparecer ao ato, mas foi impedido por compromissos previamente assumidos.
“Tentei até o último momento ir para aí, cara, mas não tinha jeito. O tempo não deixou. Eu decolo agora, 11h40, para Israel, uma viagem importantíssima também, que eu não tenho como adiar”, disse o senador durante uma videochamada com Nikolas Ferreira, o deputado Gustavo Gayer (PL-GO) e outros aliados.
Apesar da ausência física, Flávio manifestou apoio à mobilização e elogiou a iniciativa dos parlamentares envolvidos.
“Parabéns a vocês aí pela iniciativa. Porque a gente tem que fazer a nossa parte. O que não está no nosso controle, deixa Deus agir”, afirmou.
A caminhada teve início em Paracatu (MG) e prevê um trajeto de mais de 200 quilômetros até Brasília (DF), com chegada prevista para o próximo domingo (25). Na data, está programada uma manifestação na capital federal, também organizada por Nikolas Ferreira. Flávio Bolsonaro confirmou que pretende participar do ato em Brasília.
Aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) têm se somado ao movimento ao longo do percurso. Entre os participantes estão deputados federais, estaduais, vereadores e influenciadores de direita, além do ex-vereador Carlos Bolsonaro (PL), irmão do senador, que se juntou à caminhada nesta terça-feira (20).
Durante a mobilização, Nikolas Ferreira afirmou que o ato não tem caráter de confronto institucional.
“Esta caminhada não é uma bala de prata. Não é um gesto para resolver todos os problemas do Brasil, nem pretende substituir instituições, leis ou o dever de cada cidadão. Ela é, antes de tudo, um ato simbólico — e símbolos importam mais do que muitos imaginam”, declarou o deputado.
O grupo que participa da caminhada critica decisões recentes do Supremo Tribunal Federal (STF) e o veto integral do presidente Lula (PT) ao projeto de lei que tratava da dosimetria das penas aplicadas aos condenados pelos atos de 8 de janeiro.
