Deputado prometeu auxiliar colegas na comissão, mesmo sem indicação formal
O deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) não integrará a CPMI do INSS no Congresso Nacional. Em entrevista à coluna de Igor Gadelha, o parlamentar explicou que o Partido Liberal (PL) dispunha de apenas cinco vagas — três para titulares e duas para suplentes — e enfrentou alta demanda de deputados da sigla.
“Havia poucos lugares e muitos pedidos. Como já participei da CPMI do 8/1, é justo que outros colegas tenham a chance agora”, afirmou.
Apesar da ausência na comissão, Nikolas garantiu apoio à oposição. “Vou contribuir na comunicação, no plenário e, se necessário, presencialmente”, afirmou. O PL escalou os deputados Coronel Chrisóstomo (PL-RO), Coronel Fernanda (PL-MT) e Bia Kicis (PL-DF) como titulares, além de Zé Trovão (PL-SC) e Fernando Rodolfo (PL-PE) como suplentes. Chrisóstomo e Fernanda lideraram pedidos de CPIs sobre o tema.
No início de julho, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), considerou indicar Nikolas para a relatoria da CPMI, com apoio de setores do Centrão. O mineiro é um dos deputados mais influentes do Brasil. A possibilidade surgiu em meio a tensões entre o Legislativo e o Executivo, agravadas pela articulação considerada falha do governo. Na ocasião, parlamentares ouvidos reservadamente destacaram Nikolas como uma “resposta política” às falhas do Planalto, que, segundo eles, descumpria acordos.
Nikolas já havia tentado abrir uma CPI do INSS na Câmara, mas o requerimento não prosperou por entraves regimentais.
Nesta quarta-feira (16), horas antes das indicações da CPMI, Motta e o senador Davi Alcolumbre (União-AP) reuniram-se com o vice-presidente Alckmin para discutir as tarifas impostas por Donald Trump ao Brasil. O encontro resultou em um discurso de unidade.
A instalação da CPMI está marcada para após o recesso parlamentar de julho.
