Quebras do dono do Banco Master ficarão sob supervisão da Presidência do Senado
Dias Toffoli retirou da CPMI do INSS acesso aos documentos das quebras de sigilo bancário, fiscal e telefônico de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
Com a decisão do ministro do STF, os documentos saíram do alcance dos parlamentares da comissão e ficarão provisoriamente sob a supervisão da Presidência do Senado, até que a Corte tome uma decisão definitiva sobre o caso.
Na mesma decisão, Toffoli negou pedido da defesa de Vorcaro, mantendo a legalidade das quebras de sigilo determinadas pela CPMI e pela Justiça.
No começo do mês, a CPMI do “roubo dos aposentados” aprovou a quebra de sigilo do banqueiro. A comissão quer investigar operações de crédito do Banco Master para aposentados e pensionistas, além de aportes de fundos de previdência de servidores públicos na instituição financeira, que foi liquidada pelo Banco Central.
Vorcaro e outros sócios do banco já haviam sido alvo da Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal, que apura a concessão de créditos falsos pelo Banco Master, incluindo a tentativa de compra da instituição pelo BRB, banco público vinculado ao governo do DF.
Ao comentar o caso, o presidente da CPMI, Carlos Viana, disse que a decisão de Toffoli não é apenas estranha, mas também grave. “Sempre que se afasta de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito o acesso a documentos essenciais, enfraquece-se a investigação e amplia-se a desconfiança da sociedade sobre que se tenta ocultar”, escreveu nas redes sociais.
NOTA OFICIAL
Recebo com indignação profunda a decisão do ministro Dias Toffoli que determinou, em uma decisão judicial, a retirada de documentos da CPMI do INSS que investiga o presidente do Banco Master.
Essa decisão não é apenas estranha. É grave. Sempre que se afasta de uma…
— Carlos Viana (@carlosaviana) December 12, 2025
Relação pessoal: Namorada de Vorcaro curte churrasco com filha de Trump
