Dino acompanha Moraes para manter penas do núcleo 1
Brasília, Quinta, 04 de junho de 2026
Justiça

Dino acompanha Moraes para manter penas do núcleo 1

Flávio Dino acompanha Alexandre de Moraes e reforça maioria no STF para manter cumprimento de penas de Bolsonaro e aliados

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Por Mariana Albuquerque

Jornalista e pós-graduada em Direito Legislativo.

Primeira Turma forma placar de 2×0 após voto de Flávio Dino em sessão virtual

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), votou nesta terça-feira (25) para manter o cumprimento das penas do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e de outros seis condenados do chamado núcleo 1 da ação penal sobre a suposta tentativa de golpe de Estado.

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Dino acompanhou integralmente o entendimento do relator, ministro Alexandre de Moraes. O voto não foi apresentado por escrito. O ministro apenas registrou adesão ao posicionamento do relator.

A análise ocorre em sessão virtual extraordinária, com duração de 24 horas. A Primeira Turma é composta por Alexandre de Moraes (relator), Flávio Dino (presidente), Cármen Lúcia e Cristiano Zanin. São necessários três votos para maioria.

Além de Bolsonaro, a decisão atinge Walter Braga Netto, Alexandre Ramagem, Augusto Heleno, Paulo Sérgio Nogueira, Anderson Torres e Almir Garnier.

Fundamentos do voto de Moraes 

No voto submetido ao colegiado, Moraes afirmou que a defesa de Jair Bolsonaro deixou transcorrer o prazo para novos recursos. Segundo o ministro, “a Defesa de JAIR MESSIAS BOLSONARO deixou transcorrer o prazo para apresentação de novos embargos de declaração in albis”.

Moraes declarou que não há mais recursos cabíveis e que os embargos infringentes são inadmissíveis por falta de votos absolutórios suficientes. Ele registrou que “ausente o número necessário de votos absolutórios próprios (dois), declaro o trânsito em julgado da ação penal”.

LEIA AQUI A ÍNTEGRA DO VOTO

O ministro também sustentou, em voto indireto, que os recursos apresentados tinham caráter protelatório e que a jurisprudência do STF autoriza a execução imediata da pena nesses casos. Segundo o texto, o objetivo foi evitar a “procrastinação da prestação jurisdicional”.

Moraes determinou o início imediato do cumprimento da pena de Bolsonaro e a expedição do mandado de prisão. No documento, consta que o ex-presidente deve permanecer na Superintendência da Polícia Federal em Brasília.

No documento, Moraes determinou:

  • Declaração de trânsito em julgado;
  • Início do cumprimento da pena em regime fechado;
  • Expedição de mandado de prisão;
  • Expedição de guia de recolhimento;
  • Realização de exames médicos oficiais;
  • Comunicação ao TSE para fins de inelegibilidade;
  • Ofício ao STM sobre eventual perda de posto e patente;
  • Suspensão dos direitos políticos.

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