“Situação deletéria e cruel”, diz Marinho sobre domínio do crime no Brasil
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Política

“Situação deletéria e cruel”, diz Marinho sobre domínio do crime no Brasil

Marinho iniciou sua fala manifestando solidariedade à população do Rio de Janeiro, que enfrenta,
Foto: Republicação/ Rogerio Marinho

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Por Karoline Cavalcante

Jornalista e pós-graduanda em Marketing Político e Campanhas Eleitorais

Senador acusa facções criminosas de controlar parte do território nacional e critica governo Lula

O líder da oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN), afirmou nesta sexta-feira (31) que o Brasil vive uma “situação deletéria e cruel”, na qual facções criminosas controlam áreas inteiras do território nacional.

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Segundo o parlamentar, cerca de 40 milhões de brasileiros — o equivalente a quase 20% da população — vivem em regiões dominadas pelo crime organizado, onde o Estado teria perdido o controle e os serviços públicos estariam “capturados”.

Marinho iniciou sua fala manifestando solidariedade à população do Rio de Janeiro, que enfrenta, segundo ele, uma grave crise de segurança pública.

O senador classificou as facções criminosas como “facínoras” e “bandidos que se comportam como se fossem um país inimigo dentro do nosso território”.

“Quase 40 milhões de brasileiros vivem em territórios onde o crime é quem administra, onde a polícia não consegue adentrar e onde a população é chantageada para se submeter a essa situação perversa”, declarou o senador.

Além disso, o líder oposicionista criticou a postura do governo do presidente Lula (PT) em relação à violência e ao enfrentamento ao crime.

Ele mencionou que o governo e os partidos aliados — citando PT, PSB, PCdoB, PSOL e PDT — têm tratado o uso da força policial como “desproporcional”, o que, na visão do senador, representa uma distorção do problema.

“Como se o fato de que pessoas são torturadas, mortas, estorquidas, não houvesse uma desproporcionalidade de força do crime contra cidadãos brasileiros. Não dá para ficar continuando a passar a mão na cabeça de criminosos, de facínoras, de bandidos. O governo brasileiro é contra caracterizar essas facções criminais como terroristas”.

Marinho também acusou o governo de ser contrário à proposta de enquadrar facções criminosas como organizações terroristas.

Ele criticou ainda as audiências de custódia, alegando que mais de 50% dos presos são liberados após as operações policiais, o que, em sua visão, “enfraquece o trabalho das forças de segurança”.

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