Rede aciona STF contra lei que altera Ficha Limpa
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Política

Rede aciona STF contra lei que altera Ficha Limpa

STF realiza audiência pública sobre pejotização no Brasil, reunindo especialistas para discutir impactos nas relações trabalhistas e na arrecadação.
STF debate pejotização em audiência pública. Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

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Por Mariana Albuquerque

Jornalista e pós-graduada em Direito Legislativo.

Partido sustenta que mudanças representam retrocesso e que proposta deveria ter retornado à Câmara

A Rede Sustentabilidade protocolou no Supremo Tribunal Federal (STF) uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI 7881) contra a Lei 219/2025, que altera a Lei da Ficha Limpa. O partido afirma que o novo texto reduz o período de inelegibilidade de candidatos condenados e fere o devido processo legislativo.

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Sancionada em 29 de setembro, a lei estabelece prazos distintos de inelegibilidade a depender do crime. Para crimes eleitorais, contra o patrimônio privado e contra o meio ambiente, o prazo será de oito anos contados da condenação colegiada. Já em casos de lavagem de dinheiro, tráfico de drogas, crimes contra a vida e contra a dignidade sexual, a contagem passa a ser feita após o cumprimento integral da pena. Até então, essa regra valia para todos os crimes.

Para a Rede, a mudança significa “grave retrocesso institucional” e representa uma “redução substancial do período efetivo de inelegibilidade”.

O partido argumenta ainda que o texto original da Câmara previa inelegibilidade de oito anos após a condenação e que as alterações feitas pelo Senado modificaram o mérito da proposta, o que exigiria retorno à Casa iniciadora. “Houve flagrante violação ao devido processo legislativo constitucional”, sustenta a legenda.

A ação também menciona dispositivo aprovado pelo Senado que incluía candidatos não eleitos no rol dos passíveis de inelegibilidade, mas que foi vetado pelo Executivo.

Na semana passada, a Rede levou ao STF outras três ações relacionadas a políticas de combate ao racismo no poder público, que tratam de abordagens policiais, cotas em concursos e critérios raciais para bolsas de estudo.

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