Ministro sucede Zanin e conduzirá processos pendentes ligados ao 8 de Janeiro
O ministro Flávio Dino deve ser eleito hoje (23) presidente da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF). A escolha ocorre em meio aos julgamentos dos três núcleos restantes da suposta trama golpista.
Dino sucede Cristiano Zanin na presidência do colegiado. A eleição é simbólica e ele não assume a função imediatamente. É a primeira reunião da Turma após a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) a 27 anos de prisão.
Caberá a Dino conduzir os trabalhos relativos aos núcleos ainda em análise. No núcleo 4, o ministro Alexandre de Moraes já pediu julgamento. O núcleo 3, sobre os chamados “kids pretos”, está na fase de defesa. No núcleo 2, o procurador-geral Paulo Gonet apresentou alegações finais nesta segunda-feira (22).
A intenção do Supremo é concluir os julgamentos até o fim do ano. O ministro Luiz Fux, único a divergir da maioria no caso de Bolsonaro, informou que não pedirá vista nos próximos processos.
Além dos casos da trama golpista, Dino também terá sob sua condução duas ações de peso. Uma envolve os deputados Josimar Maranhãozinho (PL-MA), Pastor Gil (PL-MA) e o suplente Bosco Costa (PL-SE), acusados pela PGR de desviar emendas parlamentares. A outra trata da cúpula da Polícia Militar do Distrito Federal nos atos de 8 de Janeiro, processo que já foi adiado algumas vezes.
