PGR pede condenação de militares do núcleo 3 da suposta trama golpista
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Justiça

PGR pede condenação de militares do núcleo 3 da suposta trama golpista

Gonet PGR afirma que mandato não é com trabalho remoto. Parecer enviado ao STF trata de Chiquinho Brazão, mas pode impactar Eduardo Bolsonaro
Gonet PGR afirma que mandato não é com trabalho remoto. Parecer enviado ao STF trata de Chiquinho Brazão, mas pode impactar Eduardo Bolsonaro

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Por Mariana Albuquerque

Jornalista e pós-graduada em Direito Legislativo.

Gonet enviou ao STF parecer contra os chamados “kids pretos”

A Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu a condenação do núcleo 3 da chamada trama golpista, conhecido como “kids pretos”. O parecer foi apresentado pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet, ao enviar ao Supremo Tribunal Federal (STF) as alegações finais da acusação.

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Réus do núcleo 3:

  • Bernardo Romão Correa Netto – coronel do Exército
  • Estevam Cals Theophilo Gaspar de Oliveira — general da reserva do Exército
  • Fabrício Moreira de Bastos — coronel do Exército
  • Hélio Ferreira Lima — tenente-coronel do Exército
  • Márcio Nunes de Resende Júnior — coronel do Exército
  • Rafael Martins de Oliveira — tenente-coronel do Exército
  • Rodrigo Bezerra de Azevedo — tenente-coronel do Exército
  • Ronald Ferreira de Araújo Júnior — tenente-coronel do Exército
  • Sérgio Ricardo Cavaliere de Medeiros — tenente-coronel do Exército
  • Wladimir Matos Soares — policial federal

Nas alegações, a PGR poupou o tenente-coronel Ronald Ferreira de Araújo Júnior, pedindo que ele responda apenas por incitação ao crime. Agora, as defesas terão 15 dias para se manifestar ao STF.

O Ministério Público solicitou que nove réus sejam condenados por organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado contra patrimônio da União e deterioração de bem tombado.

Segundo a acusação, o grupo se reuniu em 28 de novembro de 2022, após a vitória de Lula, para discutir uma carta de teor golpista destinada aos comandantes das Forças Armadas. A PGR afirma que os acusados planejavam provocar um fato de forte repercussão social que viabilizasse o avanço do plano, incluindo atentados contra autoridades como Lula, Alexandre de Moraes e Geraldo Alckmin.

A Procuradoria sustenta que os réus, valendo-se de posições estratégicas, buscavam garantir adesão do Exército ao golpe, por apoio direto ou por pressão sobre a cúpula militar. O órgão diz que o material probatório reúne gravações, manuscritos, arquivos digitais, planilhas e mensagens que confirmam os crimes.

A acusação aponta os atos de 8 de janeiro de 2023 como “o desfecho violento que se esperava”, planejado desde 2021 pela organização criminosa.

Na semana passada, a Primeira Turma do STF condenou o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e outros sete aliados por tentativa de golpe de Estado. Bolsonaro recebeu pena de 27 anos e 3 meses de prisão.

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