Fux vota por manter delação de Mauro Cid no STF
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Justiça

Fux vota por manter delação de Mauro Cid no STF

Luiz Fux vota pela manutenção da delação de Mauro Cid e acompanha Alexandre de Moraes e Flávio Dino no julgamento contra Bolsonaro
Luiz Fux vota pela manutenção da delação de Mauro Cid e acompanha Alexandre de Moraes e Flávio Dino no julgamento contra Bolsonaro

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Por Mariana Albuquerque

Jornalista e pós-graduada em Direito Legislativo.

Ministro classificou como “desproporcional” a anulação do acordo firmado pelo ex-ajudante de ordens de Bolsonaro

O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou nesta quarta-feira (10) que a anulação da delação de Mauro Cid seria “desproporcional” e votou pela manutenção do acordo firmado pelo ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro.

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“Me parece desproporcional a anulação, a rescindibilidade dessa delação. Então, estou acolhendo a conclusão de sua excelência relator (Alexandre de Moraes) e voto no sentido de se aplicar ao réu colaborador Mauro Cid os benefícios propostos pela Procuradoria-Geral da República”, declarou.

O voto de Fux foi a primeira concordância com Moraes e Flávio Dino em preliminares já analisadas. O ministro também acolheu três teses das defesas: a incompetência do Supremo para julgar o caso, a realização do julgamento pelo plenário e o alegado cerceamento de defesa dos réus.

O relator, Alexandre de Moraes, votou pela condenação de Jair Bolsonaro e outros sete réus. Segundo ele, o ex-presidente liderou o grupo acusado de tramar um golpe de Estado.

Além de Bolsonaro, foram incluídos no voto: Alexandre Ramagem, deputado federal e ex-diretor-geral da Abin; Almir Garnier, ex-comandante da Marinha; Anderson Torres, ex-ministro da Justiça; Augusto Heleno, ex-ministro do GSI; Mauro Cid, ex-ajudante de ordens; Paulo Sérgio Nogueira, general e ex-ministro da Defesa; e Walter Braga Netto, ex-ministro da Defesa e da Casa Civil, candidato a vice em 2022.

O voto de Moraes teve cinco horas de duração e foi dividido em 13 pontos. Flávio Dino acompanhou integralmente o relator, formando o placar de 2 a 0.

Ainda votam Cármen Lúcia e Cristiano Zanin, presidente da Turma. Uma eventual condenação é confirmada com três votos.

Os réus respondem a cinco acusações:

  • organização criminosa armada;
  • tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito;
  • golpe de Estado;
  • dano qualificado pela violência e ameaça grave (exceto Ramagem);
  • deterioração de patrimônio tombado (exceto Ramagem).

No caso de Ramagem, a Câmara dos Deputados aprovou a suspensão de parte da ação penal, restringindo sua acusação a três crimes.

O julgamento segue nos seguintes dias:

  • 10 de setembro, quarta-feira, 9h às 12h;
  • 11 de setembro, quinta-feira, 9h às 12h e 14h às 19h;
  • 12 de setembro, sexta-feira, 9h às 12h e 14h às 19h.

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