Senador cobra Hugo Motta e Davi Alcolumbre a não cederem à “pressão de Moraes”
O senador Flávio Bolsonaro (RJ) discursou neste 7 de setembro em manifestação no Rio de Janeiro e concentrou sua fala na defesa da anistia ampla, geral e irrestrita aos réus do 8 de janeiro e na acusação de perseguição do Supremo Tribunal Federal contra o ex-presidente Jair Bolsonaro. Ele fez um apelo aos presidentes da Câmara e do Senado, Hugo Motta (PB) e Davi Alcolumbre (AP), para não cederem à pressão do ministro Alexandre de Moraes.
“Presidente Hugo Motta, presidente Davi Alcolumbre, com todo o respeito que tenho a Vossas Excelências, não existe meia anistia, não existe anistia criminal sem anistia eleitoral. A nossa Constituição é muito clara, e não deixem, presidentes Hugo e Davi, não deixem que o nosso poder Legislativo seja mais uma vez pisado por Alexandre de Moraes, humilhado por Alexandre de Moraes. Chegou a hora de finalmente ouvir a voz do povo”, declarou.
O senador afirmou que os acusados pelos atos de 8 de janeiro respondem a crimes de forma equivocada e que o Congresso Nacional precisa pacificar o país aprovando a anistia total, incluindo Bolsonaro.
“Não dá, não caiam nessa mentira, não dá para anistiar a Débora do Batom sem anistiar também o presidente Bolsonaro. Sabe por quê? Porque eles estão respondendo pelos mesmos crimes”, disse.
Flávio também atacou Moraes, chamando-o de “ditador da toga” e acusando de manipular processos para perseguir Bolsonaro e empresários de direita.
“O que o Alexandre de Moraes está fazendo com meu pai hoje é uma segunda facada na sua alma, alguém que abusa do seu poder para perseguir, para prender uma pessoa inocente com requintes de crueldade”, afirmou, em referência ao atentado sofrido por Bolsonaro em 2018.
Segundo ele, o julgamento no STF não passa de um teatro, citando os ministros Cristiano Zanin, Flávio Dino e Alexandre de Moraes.
“Aquilo não é um julgamento. Aquilo é uma farsa, aquilo é um teatro porque todo mundo já sabe o resultado. Não pelo que está no processo. Mas porque quem vai julgar Bolsonaro dos cinco, três são anti-Bolsonaro”, criticou.
O senador convidou os presentes a participarem do resgate do país para derrubar a atual ditadura no Brasil.
“Os seus filhos, as suas netas, os seus pais e os seus avós vão ler nos livros de história que nós conseguimos derrubar a ditadura de Alexandre de Moraes e restabelecer a democracia no nosso Brasil”, discursou.
Flávio encerrou o pronunciamento reforçando a confiança no retorno político de Jair Bolsonaro. “Podem escrever. Deus está nos ouvindo. Bolsonaro vai voltar a ser presidente da República em 2026.”
