Depois do PL, União Brasil será 2ª maior apoiador da anistia
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Política

Depois do PL, União Brasil será segundo maior apoiador da anistia

Fabio Schiochet, no Alive, diz que União Brasil e Progressista dará guianada à direita
Fabio Schiochet, no Alive, diz que União Brasil e Progressista dará guianada à direita

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Por Isac Mascarenhas

52 dos 59 deputados devem votar a favor do projeto, diz deputado

O deputado federal Fabio Schiochet (União-SC) explicou em entrevista ao programa Alive os motivos da federação União Progressista para desembarcar do governo Lula. A decisão, anunciada na terça-feira (2), é, segundo ele, fruto de um “sentimento que foi se criando dentro da bancada” em busca de coerência com sua base eleitoral e visando um posicionamento político guinado mais à direita.

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Schiochet, que também é presidente do conselho de ética da sigla, confirmou que o partido exigiu que todos os seus filiados que ocupam cargos de primeiro ou segundo escalão no governo federal entreguem seus postos até o dia 1ª de outubro, sob pena de expulsão.

Ele citou nominalmente o ministro do Turismo, Celso Sabino, que é deputado federal pelo partido, como um dos que deverão deixar o cargo. O deputado ressaltou que a decisão não atinge indicações de outros partidos ou de membros licenciados, como o ministro do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, que é ligado ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre.

O parlamentar também abordou o projeto de anistia aos condenados pelos atos de 8 de janeiro, uma das pautas que ganharam força com o desembarque do União Brasil e do Progressistas do governo.

Schiochet demonstrou apoio à proposta e afirmou que a sigla entregará um número expressivo de votos a favor da anistia. “Depois do PL, o União é o partido que mais vai entregar votos pela anistia”, disse, estimando que 50 a 52 dos 59 deputados do partido votarão a favor do projeto.

O deputado ainda indicou o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, como um dos nomes para a pré-candidatura do União Brasil à presidência, reforçando a nova direção política da legenda.

A decisão da federação veio uma semana após o presidente Lula ter cobrado fidelidade de seus ministros e criticado os presidentes dos dois partidos, Antonio Rueda (União Brasil) e Ciro Nogueira (PP), em uma reunião ministerial.

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