Barroso: julgamento da trama golpista é chance de “encerrar ciclos do atraso” Barroso afirma que julgamento da trama golpista deve “encerrar ciclos do atraso” e reforça que divergências precisam respeitar regras democráticas.
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Política

Barroso: julgamento da trama golpista é chance de “encerrar ciclos do atraso”

Barroso diz no Roda Viva que discutir redução das penas do 8/1 “soa razoável”, que anistia cabe ao Congresso e que eventual ajuste não seria capitulação do STF.
Barroso diz no Roda Viva que discutir redução das penas do 8/1 “soa razoável”, que anistia cabe ao Congresso e que eventual ajuste não seria capitulação do STF. Foto: Carlos Moura/STF

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Por Redação

Julgamento de Bolsonaro e mais sete réus começa nesta terça no STF

O presidente do Supremo Tribunal Federal, Roberto Barroso, afirmou que o julgamento da “trama golpista”, em que o ex-presidente Jair Bolsonaro é réu, deve ser entendido como um marco para “encerrar ciclos do atraso” no país.

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“Se comprovar que houve a tentativa de golpe, o julgamento ainda vai ocorrer, eu acho que é muito importante julgar, é um pouco como encerrar os ciclos do atraso no país e ter a consciência de que a divergência que é legítima e desejável numa democracia deve se manifestar dentro das regras do jogo. Essa ideia de que quem perdeu tenta levar a bola pra casa ou mudar as regras é um passado que nós precisamos enterrar”, disse Barroso.

O deputado estadual Bruno Zambelli (SP) postou o vídeo da fala de Barroso no Instagram e disse que o papel de um juiz é garantir a imparcialidade, ouvir as partes e decidir dentro dos autos.

“O que estamos vendo é exatamente o oposto: um magistrado se manifestando fora do processo, praticamente antecipando a sentença antes mesmo do julgamento.”

O ministro reforçou que cabe ao STF aplicar a Constituição e a legislação, com independência, a todos os casos que chegam aos ministros da Corte.

“Eu acho que o papel do Judiciário é julgar os casos que lhe são apresentados. Vale para plataformas digitais de responsabilização, vale para uma denúncia criminal feita pelo procurador-geral da República. Portanto, eu acho que o julgamento precisa ser feito com absoluta serenidade, mas cumprindo o que diz a Constituição e o que diz a legislação”, afirmou.

Segundo ele, a Corte deve resistir a qualquer tentativa de interferência.

“Sem interferências, venham de onde vier. A gente está lá para cumprir uma missão, que é uma missão difícil, mas é também a missão de servir o Brasil da melhor forma possível”, concluiu.

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