Motta: governo errou na articulação e perdeu presidência da CPMI do INSS
Brasília, Domingo, 05 de julho de 2026
Política

Motta: governo errou na articulação e perdeu presidência da CPMI do INSS

Hugo Motta cancela reuniões de comissões e adia votação do PL Antiterrorismo. Medida atende ao governo e impede avanço de projeto apoiado pela oposição

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Por Mariana Albuquerque

Jornalista e pós-graduada em Direito Legislativo.

Presidente da Câmara afirma que oposição se articulou melhor

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou hoje (27) que o governo falhou na articulação que resultou na vitória da oposição para o comando da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investiga o roubo no INSS.

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“Foi uma construção competente dos partidos de oposição com algum apoio ali dos partidos de centro. Foi isso que aconteceu. E a articulação do governo, na minha avaliação, falhou quando não acompanhou que alguns integrantes indicados por partidos da base aliada não estariam presentes na sessão”, declarou Motta.

Na instalação da comissão, o governo perdeu a disputa pela presidência. O senador Carlos Viana (Podemos-MG) venceu Omar Aziz (MDB-AM). A oposição também garantiu a relatoria, que ficou com Alfredo Gaspar (União Brasil-AL), indicado por Viana.

Líderes governistas apontaram falha do líder do governo no Congresso, Randolfe Rodrigues (PT-AP), que teria “dormido no ponto” durante a articulação.

Apesar da derrota, Motta negou que haja crise política com impacto em outras pautas, como a Medida Provisória que trata das tarifas de 50% impostas pelos Estados Unidos. “Querer trazer esse cenário de uma coisa pontual da CPMI para um cenário de medidas que são necessárias de serem de tomadas para diminuir danos da política tarifária do governo americano, recentemente decidida em desfavor do nosso país, penso que é um exagero pessimista de querer dizer que essas medidas não prosperarão no Congresso”, afirmou.

O presidente da Câmara disse ainda que os líderes devem se reunir nos próximos dias com o Senado para alinhar a análise da MP e que espera a escolha de um relator de “perfil moderado”.

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