Alerta: PGR denuncia Tagliaferro e Moraes pede extradição
Brasília, Sábado, 18 de julho de 2026
Justiça

Alerta: PGR denuncia Tagliaferro e Moraes pede extradição

Tagliaferro no alive

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Por Claudio Dantas

Ex-assessor que atuou contra o ‘bolsonarismo golpista’ agora é acusado de integrá-lo

A Procuradoria-Geral da República (PGR) denunciou Eduardo de Oliveira Tagliaferro, ex-assessor do ministro Alexandre de Moraes, pelos crimes de violação de sigilo funcional, coação no curso do processo, obstrução de investigação de infração penal que envolve organização criminosa e tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito.

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Segundo Paulo Gonet, Tagliaferro agiu contra a legitimidade do processo eleitoral e tentou prejudicar as investigações sobre atos antidemocráticos. O procurador acusa o ex-assessor de vazar para a imprensa trocas de mensagens de grupos de WhatsApp ligados à Assessoria Especial de Enfrentamento à Desinformação (AEED), chefiada por ele.

“O vazamento seletivo de informações protegidas por sigilo funcional e constitucional, amplamente publicizado por meio de veículos de comunicação, teve o nítido propósito de tentar colocar em dúvida a legitimidade e a lisura de importantes investigações que seguem em curso no Supremo Tribunal Federal, como estratégia para incitar a prática de atos antidemocráticos e tentar desestabilizar as instituições republicanas”, diz a denúncia.

Embora Tagliaferro tenha trabalhado para Moraes, Gonet alega que o ex-assessor vazou as mensagens “para atender a interesses ilícitos de organização criminosa responsável por disseminar notícias fictícias contra a higidez do sistema eletrônico de votação e a atuação do STF e TSE, bem como pela tentativa de golpe de Estado e abolição violenta do Estado Democrático de Direito”.

ITÁLIA

Alexandre de Moraes, que ainda decidirá ser acolhe a denúncia da PGR, já pediu a extradição de Tagliaferro. Com seus bens e contas bancárias bloqueadas pelo ministro, o ex-assessor vive hoje escondido na Itália. Em entrevista a este site, ele prometeu divulgar novas mensagens que comprometeriam Moraes, Gonet e outras autoridades que apoiaram a perseguição política, inclusive deputados e senadores.

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