Sem citar Moraes, presidente do Senado reforça apoio ao Judiciário
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP) afirmou que o Congresso Nacional “não admite interferências na atuação dos nossos Poderes”. A declaração foi feita por meio de nota, após o governo dos Estados Unidos aplicar sanções ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), com base na Lei Magnitsky.
Alcolumbre não mencionou diretamente o nome de Moraes, mas ressaltou que confia no fortalecimento das instituições brasileiras, “entre elas o Poder Judiciário”, e disse que a soberania nacional “é inegociável”.
“O Parlamento acompanha de perto cada desdobramento dessa questão, em conjunto com o Executivo e o Judiciário, para assegurar a proteção da nossa economia e a defesa intransigente das instituições democráticas”, escreveu.
— Davi Alcolumbre (@davialcolumbre) July 31, 2025
A nota do Senado foi divulgada poucas horas após o anúncio da sanção contra Moraes. Segundo autoridades americanas, o ministro é acusado de usar o cargo de forma “arbitrária” para “censurar e perseguir” o ex-presidente Jair Bolsonaro e outros cidadãos. O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, afirmou que Moraes conduziu uma “campanha opressiva de censura, detenções arbitrárias e processos politizados”.
Em resposta, o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), também defendeu a soberania do Brasil. Moraes recebeu ainda manifestações de apoio de ministros do STF, como Gilmar Mendes e Flávio Dino.
Na nota, Alcolumbre também mencionou as recentes medidas tarifárias impostas pelos EUA ao aço e alumínio brasileiros. Disse que o Senado, por meio da Comissão Temporária Externa (CTEUA), busca soluções diplomáticas para preservar os interesses do país. “O caminho da cooperação internacional deve prevalecer”, afirmou.
A manifestação de Alcolumbre ocorre em meio a informações de que a Casa Branca avalia a possibilidade de estender sanções a outros parlamentares, incluindo o próprio presidente do Senado e Hugo Motta. Ambos, segundo fontes, sustentam que não irão mudar sua atuação diante da pressão americana.
