Defesa de Mauro Cid entrega alegações finais ao STF hoje - Claudio Dantas
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Justiça

Defesa de Mauro Cid entrega alegações finais ao STF hoje

Delação de Mauro Cid será mantida. Foto: Reprodução
Delação de Mauro Cid será mantida. Foto: Reprodução

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Por Mariana Albuquerque

Jornalista e pós-graduada em Direito Legislativo.

Documento encerra prazo da defesa antes do julgamento

A defesa do tenente-coronel Mauro Cid deve apresentar até esta terça-feira (29) as alegações finais na ação penal que apura tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022. Cid é delator no processo e foi ajudante de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

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A entrega do documento marca a etapa final do processo antes do julgamento pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF).

Como colaborador, Cid é o segundo a se manifestar, após a Procuradoria-Geral da República (PGR) ter apresentado seu parecer há 15 dias.

Ao firmar o acordo de delação, Cid solicitou benefícios como perdão judicial, ou pena reduzida a até dois anos com conversão em medidas alternativas, além da devolução de bens apreendidos com origem lícita, extensão de benefícios à família e entrada no programa de proteção à testemunha.

Nas alegações finais, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, pediu a condenação de todos os oito réus do chamado “núcleo 1”. Para Cid, a PGR defendeu a redução de um terço da pena, mas destacou que houve omissões e atitudes incompatíveis com a boa-fé.

Segundo a CNN, a defesa de Cid deve concentrar a estratégia em rebater o parecer da PGR para garantir os benefícios pactuados na colaboração premiada.

Após a manifestação da defesa de Cid, os outros sete réus terão 15 dias para entregar suas alegações finais.

Réus do núcleo 1:

  • Jair Bolsonaro (ex-presidente);
  • Mauro Cid (ex-ajudante de ordens e delator);
  • Alexandre Ramagem (deputado federal e ex-diretor da Abin);
  • Almir Garnier (ex-comandante da Marinha);
  • Anderson Torres (ex-ministro da Justiça);
  • Augusto Heleno (ex-ministro do GSI);
  • Paulo Sergio Nogueira (ex-ministro da Defesa);
  • Walter Braga Netto (ex-ministro da Casa Civil).

A manifestação da PGR foi recebida de forma positiva por outras defesas, que avaliam que ela reforça a tese de que Cid teria prestado delação seletiva e omitido informações nos depoimentos.

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