Presidente da Câmara publica ato suspendendo comissões até 1º de agosto
O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), publicou agora há pouco um ato que suspende reuniões de comissões da Casa até o dia 1º de agosto. A medida ocorre após parlamentares da oposição marcarem sessões, mesmo durante o recesso, com objetivo de votar moções de apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
O Ato da Presidência RM 3026/2025 foi assinado nesta manhã e impede o funcionamento dos colegiados durante o chamado “recesso branco”, período em que o Congresso paralisa suas atividades sem a votação da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO).
Deputados do PL haviam programado para hoje sessões nas comissões de Segurança Pública e de Defesa Nacional. O presidente da Câmara ligou para os presidentes dos colegiados, Paulo Bilynskyj (PL-SP) e Filipe Barros (PL-PR), e pediu que eles próprios cancelassem as reuniões, para evitar desgaste institucional.
O líder da oposição, deputado Zucco (PL-RS), criticou a decisão e afirmou que as sessões estavam acordadas desde a sexta-feira (17). “Estamos querendo exercer nosso papel parlamentar”, disse.
Além das sessões, a oposição tenta convocar uma reunião remota extraordinária para votar três projetos: a anistia aos manifestantes do 8 de Janeiro, a ampliação das hipóteses de crime de responsabilidade para ministros do STF, e a fixação de prazos e critérios para a tramitação de pedidos de impeachment no Senado.
As propostas fazem parte da mobilização contra as medidas cautelares impostas a Bolsonaro pelo ministro Alexandre de Moraes. Desde a última sexta-feira (19), o ex-presidente passou a usar tornozeleira eletrônica e teve restringido o contato com redes sociais e autoridades estrangeiras.
Mesmo com o recesso em vigor, parlamentares da oposição viajaram a Brasília nesta semana para discutir com Bolsonaro uma resposta institucional. A estratégia previa retomar os trabalhos legislativos ou avançar com as pautas por meio das comissões.
Após o recesso, a oposição planeja pressionar pelo avanço da PEC do fim do foro privilegiado na Câmara e pelo julgamento de pedidos de impeachment de ministros do STF no Senado.
