Associação já foi usada para armazenar drogas, segundo o MP-SP
O deputado federal Kim Kataguiri (União-SP) protocolou nesta terça-feira (8) um pedido de convocação do ministro Márcio Macêdo, da Secretaria-Geral da Presidência, para explicar uma reunião com representantes da Associação da Comunidade do Moinho, entidade que, segundo o Ministério Público, tem conexões com o crime organizado.
A polêmica veio à tona após revelações de que a presidente da ONG, Alessandra Moja Cunha, é irmã de Leonardo Monteiro Moja, conhecido como Léo do Moinho, integrante do Primeiro Comando da Capital (PCC) preso em 2023. Além disso, a própria Alessandra já foi condenada por homicídio e cumpriu pena. O local da reunião com o ministro já teria sido utilizado como depósito de drogas pela facção, segundo denúncia do MP paulista.
Kim quer que Macêdo esclareça os critérios usados pelo governo para escolher a associação como interlocutora em agendas oficiais, como a recente visita presidencial à Favela do Moinho. Para o parlamentar, é inadmissível que uma entidade com histórico de envolvimento com o crime organizado esteja sendo legitimada pelo Executivo.
“Considerando a gravidade dos fatos relatados, é imprescindível que o ministro Márcio Macêdo esclareça os critérios que orientaram a escolha da referida associação como interlocutora do Governo Federal”, afirma o deputado no requerimento.
Ele também cobra explicações sobre medidas adotadas para impedir a institucionalização de relações com entidades suspeitas.
O pedido de convocação será analisado por comissão da Câmara e precisa de maioria simples para ser aprovado. A expectativa é que o tema seja votado ainda na próxima semana.
Leia também:
PCC extorque moradores da favela do Moinho com cobranças de até R$ 100 mil – Claudio Dantas
