A Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) divulgou uma nota neste fim de semana tentando se desvincular do professor Marcos Dantas Loureiro, após publicações em que ele sugere “guilhotina” para a filha do empresário Roberto Justus.
Segundo a nota, o professor é docente aposentado desde 2022, e suas postagens refletem “opiniões pessoais”. Apesar disso, ele segue se apresentando como professor titular da Escola de Comunicação (ECO-UFRJ).
A UFRJ e a ECO afirmaram repudiar qualquer tipo de expressão de pensamento que incite à violência ou agrida a terceiros.
A polêmica começou após o perfil Poponze publicar uma foto de Justus, sua esposa Ana Paula Siebert e a filha do casal, Vicky, de cinco anos, com uma bolsa de R$ 14 mil. A publicação foi alvo de críticas e incitações violentas nas redes.
Na postagem, um usuário identificado como “Gui Jong Un” comentou: “Os bolcheviques estavam certos”. Em seguida, Marcos Dantas acrescentou: “Só guilhotina…”.
Marcos Dantas tem histórico de ligação com governos petistas e já integrou gestões do presidente Lula. Em resposta, Justus e Ana Paula publicaram um vídeo denunciando os ataques e repudiando as ameaças contra a filha.
Ver essa foto no Instagram
“Um professor de uma universidade federal, começou com um comentário de um professor, depois de uma psicóloga e outras pessoas condenando uma foto que publicamos da nossa família”, disse Justus. “Falaram que tinham que matar a nossa filha com guilhotina.”
Ana Paula classificou o episódio como inaceitável. Já Justus criticou a perseguição contra empresários no Brasil: “Quem dá emprego é o empresário, que está virando vilão nesse país”.
O casal também condenou a radicalização e o discurso de luta de classes. “Professor universitário devia dar exemplo para os jovens. Ele comete um crime. Essa luta de classes que o Brasil está se transformando… Nós, empresários, fazemos o possível para gerar oportunidades.”
