Reino Unido vai proibir acesso de menores de 16 anos às redes sociais a partir de 2027
Brasília, Segunda, 15 de junho de 2026
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Reino Unido vai proibir acesso de menores de 16 anos às redes sociais a partir de 2027

Governo de Keir Starmer anuncia restrições a plataformas e estuda ampliar controles sobre jogos online e inteligência artificial

Foto: AFP/HENRY NICHOLLS

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Por Karoline Cavalcante

Jornalista e pós-graduanda em Marketing Político e Campanhas Eleitorais

O governo do Reino Unido anunciou um amplo pacote de restrições ao uso de redes sociais por crianças e adolescentes. A principal medida prevê a proibição do acesso de menores de 16 anos às principais plataformas digitais, incluindo Instagram, Facebook, TikTok, Snapchat, YouTube e X, antigo Twitter.

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O anúncio foi feito nesta segunda-feira (15) pelo primeiro-ministro Keir Starmer, que classificou a proteção de crianças no ambiente digital como uma das prioridades de sua gestão. Segundo o governo britânico, a regulamentação deverá ser encaminhada ao Parlamento ainda este ano e entrar em vigor no início de 2027.

Ao justificar a iniciativa, Starmer afirmou que o avanço das redes sociais tem provocado impactos negativos na rotina e no desenvolvimento de crianças e adolescentes.

“Estamos devolvendo a infância às crianças”, declarou o premiê em vídeo divulgado nas redes sociais.

Durante o pronunciamento, o primeiro-ministro argumentou que muitos jovens acabam presos em ciclos de uso excessivo das plataformas digitais, prejudicando atividades consideradas essenciais para o desenvolvimento infantil.

“Milhares de pais dizem que seus filhos estão viciados nas redes sociais. Isso pode substituir o tempo de brincadeira, o sono e a convivência com a família. Pode afetar a saúde mental deles”, afirmou.

Além do bloqueio às redes sociais, o plano prevê restrições adicionais para menores de idade em serviços de jogos online. Crianças não poderão realizar transmissões ao vivo nem manter contato com desconhecidos por meio dessas plataformas. Para adolescentes de 16 e 17 anos, algumas limitações deverão permanecer ativadas automaticamente.

O governo britânico também estuda novas medidas para reduzir o tempo de exposição de jovens à internet. Entre as propostas em análise estão a criação de toques de recolher digitais durante a madrugada e mecanismos para interromper a chamada “rolagem infinita” em aplicativos e redes sociais.

Outra frente em avaliação envolve o uso de ferramentas de inteligência artificial por menores de idade. As autoridades pretendem apresentar detalhes adicionais sobre essas regras nas próximas semanas.

A proposta foi inspirada em iniciativas adotadas pela Austrália, que se tornou o primeiro país do mundo a implementar uma proibição nacional de redes sociais para menores de 16 anos. Segundo integrantes do governo britânico, o modelo do Reino Unido deverá ir além das restrições australianas, abrangendo também recursos de jogos online e transmissões ao vivo.

A medida, no entanto, já enfrenta resistência de empresas de tecnologia. O YouTube criticou a proposta e argumentou que restrições amplas podem levar crianças e adolescentes a migrar para plataformas menos seguras e com menor supervisão.

Mesmo diante das críticas, Starmer sinalizou que pretende manter o plano. “As redes sociais estão tornando nossas crianças infelizes e inseguras”, afirmou. “Não posso permitir que isso continue acontecendo.”

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