Após chamar Lupi de rato de esgoto, STF dá 15 dias para Magno Malta se defender - Claudio Dantas
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Justiça

Após chamar Lupi de rato de esgoto, STF dá 15 dias para Magno Malta se defender

Compartilhe em

Foto do autor

Por Mariana Albuquerque

Jornalista e pós-graduada em Direito Legislativo.

O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal, concedeu prazo de 15 dias para o senador Magno Malta (PL-ES) apresentar resposta à queixa-crime apresentada pelo presidente do PDT e ex-ministro da Previdência, Carlos Lupi.

✅ Siga o canal do Claudio Dantas no WhatsApp

Lupi acusa o senador de tê-lo envolvido falsamente em um esquema bilionário de descontos indevidos em benefícios de aposentados do INSS. Segundo a queixa, Malta o teria associado a corrupção, fraude e desvio de recursos públicos durante debate no Senado, em 8 de maio, que tratava da criação de uma CPMI para investigar as irregularidades.

Durante a sessão, o senador também teria utilizado termos como “ladrão”, “rato de esgoto”, “tarado por dinheiro” e “gente sem sentimento”, segundo a ação protocolada no STF. Lupi afirma ainda que Malta sugeriu que ele já tinha conhecimento do esquema, ao declarar que “ele sabia já do câncer”. O ex-ministro pede que o parlamentar seja processado por calúnia, difamação e injúria.

A assessoria do senador informou que ele ainda não foi notificado oficialmente.

Roubos no INSS

A investigação sobre os descontos indevidos está sob responsabilidade da Polícia Federal, que deflagrou em abril a Operação Sem Desconto. A corporação apura desvios estimados em R$ 6,3 bilhões entre 2019 e 2024. Considerando registros desde 2016, o valor sobe para quase R$ 8 bilhões.

Documentos revelam que o governo Lula foi alertado com antecedência por órgãos como TCU, CGU, Ministério Público, Conselho Nacional de Previdência e técnicos do próprio INSS.

No dia 17 de junho, o presidente do Congresso, senador Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), autorizou a instalação de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito para investigar o caso. A CPMI terá 30 membros, entre deputados e senadores, e prazo inicial de 180 dias, com possibilidade de prorrogação. O custo estimado é de R$ 200 mil.

Escreva seu e-mail para receber bastidores e notícias exclusivas

Não fazemos spam! Leia nossa política de privacidade para mais informações.

Publicidade