CREDN investigará urânio sumido e condenará alinhamento com Irã
O deputado Filipe Barros (PL-PR), presidente da Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional (CREDN), criticou duramente, no domingo (22), a postura do governo Lula em nota do Ministério das Relações Exteriores que condenou os ataques dos Estados Unidos a três usinas nucleares iranianas. Para Barros, a ação, que contou com apoio de Israel, foi “um ato corajoso e necessário” para impedir o desenvolvimento de armas nucleares pelo Irã, objetivo que, segundo ele, é compartilhado por grande parte do mundo, incluindo a Europa e a Liga Árabe.
“O mundo sabe que Israel está fazendo o serviço que muitos desejam, destruindo a capacidade do Irã de criar armas de destruição em massa. Os EUA tentaram negociar, mas perceberam a má-fé de Teerã”, afirmou Barros.
O parlamentar acusou o Brasil de adotar uma postura parcial, sendo “diligente” ao condenar Israel e os EUA, mas omisso em reconhecer como terroristas organizações financiadas pelo Irã e o próprio regime iraniano, que, segundo ele, defende abertamente a destruição do Estado de Israel. “É lamentável essa posição, que rompe com a tradição de neutralidade da política externa brasileira, capturada por interesses partidários e ideológicos”, disse.
Barros anunciou medidas na CREDN para contrapor a postura do governo. Na próxima reunião deliberativa, ele pautará uma Moção de Apoio e Solidariedade a Israel, reforçando o direito do país de existir. Além disso, apresentou requerimento para realizar uma audiência pública com o objetivo de investigar denúncias de sumiço de urânio no Brasil, questão que, segundo o deputado, levanta preocupações sobre a segurança nuclear do país.
O parlamentar também citou a influência do Irã no cenário global, apontando que o regime de Teerã financia grupos armados que desestabilizam o Oriente Médio. Ele defendeu que o Brasil deveria adotar uma posição mais firme contra essas práticas, alinhando-se a nações que priorizam a segurança internacional. “Não podemos fechar os olhos para um regime que ameaça a paz global”, concluiu.
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