A Casa Branca declarou nesta segunda-feira (23) estar “confiante” de que os ataques aéreos realizados pelos Estados Unidos no fim de semana destruíram por completo instalações nucleares do Irã. A afirmação foi feita pela secretária de imprensa Karoline Leavitt, em entrevista ao programa Good Morning America, da rede ABC.
“Temos um alto grau de confiança de que o local onde esses ataques ocorreram é onde o urânio enriquecido do Irã estava armazenado”, disse Leavitt. Segundo ela, o presidente norte-americano autorizou a ação com base nessa informação. “Eles não têm mais capacidade de construir essa arma nuclear e ameaçar o mundo.”
Os bombardeios atingiram três instalações nucleares, incluindo o complexo subterrâneo de Fordo, localizado ao sul de Teerã. A estrutura fica centenas de metros abaixo de uma montanha.
“Se o regime iraniano se recusa a chegar a uma solução pacífica e diplomática, na qual o presidente ainda está interessado… por que o povo iraniano não deveria tirar o poder desse regime incrivelmente violento?“, questionou a porta-voz da Casa Branca.
O governo dos EUA também promoveu videoconferências no domingo com governadores e autoridades policiais, reforçando a necessidade de vigilância após a ação militar. O FBI alertou para possíveis ameaças internas e aumentou sua mobilização. A agência também recomendou que governos estaduais fiquem atentos ao crescimento da atividade cibernética e reforcem o monitoramento de instituições potencialmente vulneráveis, como organizações judaicas.
Michael Masters, diretor da Secure Community Network (SCN), afirmou durante a ligação que o ataque “abre um novo capítulo” e que lideranças e instituições judaicas nos EUA “devem ser consideradas de alto risco”.
O Departamento de Segurança Interna (DHS) disse não haver, até o momento, indícios de ameaça direta no território americano. Ainda assim, a pasta avalia que a ofensiva aumentou o risco de retaliações. Segundo o secretário adjunto de Inteligência do DHS, Jim Dunlap, “a linha vermelha da doutrina de resposta iraniana foi cruzada”.
As autoridades reforçaram o alerta para que qualquer atividade suspeita seja imediatamente comunicada às forças de segurança. O boletim emitido pelo DHS cita “possíveis ataques cibernéticos, atos de violência e crimes de ódio antissemita” como riscos em potencial.
