Presidente do Corinthians é indiciado por lavagem de Bet envolvendo o PCC - Claudio Dantas
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Esporte

Presidente do Corinthians é indiciado por lavagem de Bet envolvendo o PCC

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Por Mariana Albuquerque

Jornalista e pós-graduada em Direito Legislativo.

Clube alega que não há prova de envolvimento direto de dirigentes nos repasses e que seria vítima das ações de terceiros

O presidente do Corinthians, Augusto Melo, foi indiciado pela Polícia Civil de São Paulo. A investigação aponta que parte da comissão paga pela casa de apostas VaideBet, patrocinadora do clube, teria sido desviada para uma conta bancária vinculada ao Primeiro Comando da Capital (PCC).

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Melo foi acusado de associação criminosa, furto qualificado e lavagem de dinheiro. Também foram indiciados o ex-diretor administrativo Marcelo Mariano, o ex-superintendente de marketing Sérgio Moura e o empresário Alex Fernando André, conhecido como “Cassundé”.

Segundo relatório assinado pelo delegado Tiago Fernando Correia, o valor de R$ 870 mil teria sido transferido da VaideBet para a UJ Football Talent Intermediação, empresa citada pelo delator Vinícius Gritzbach, morto em 2024 após colaborar com o Ministério Público sobre esquemas ligados ao PCC.

A investigação identificou que Cassundé esteve na sede do clube, no Parque São Jorge, no dia em que começou a repassar valores a essa empresa. A informação foi confirmada por meio de dados de geolocalização de antenas de telefonia.

A crise levou à abertura de um processo de impeachment contra Augusto Melo. A votação do Conselho Deliberativo do Corinthians está marcada para o próximo domingo, 26 de maio. No dia 20 de janeiro, o conselho já havia aprovado a admissibilidade do processo por 126 votos a 114.

A defesa de Cassundé declarou que ele teve contato direto com a VaideBet e agiu de forma transparente. Afirmou ainda que documentos já anexados ao processo comprovam sua atuação regular e que ele desconhece a participação de outros intermediários.

Em nota, o Corinthians alegou que não há prova de envolvimento direto de dirigentes nos repasses e que o clube é vítima das ações de terceiros. “O clube cumpre rigorosamente todas as suas obrigações legais e contratuais”, diz o comunicado.

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