Fux vota para manter prisão de Robinho por estupro coletivo - Claudio Dantas
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Política

Fux vota para manter prisão de Robinho por estupro coletivo

Foto: Reprodução

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Por Redação

O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), votou nesta sexta-feira (28) para manter a prisão de Robinho, condenado na Itália a nove anos de prisão por estupro coletivo. No julgamento do habeas corpus da defesa, Fux rejeitou a tese de que a Lei de Migração não poderia ser aplicada retroativamente ao ex-jogador.

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O caso segue em julgamento no plenário virtual do STF até a próxima sexta-feira (4). Até o momento, Fux foi o único a votar.

Robinho foi condenado em 2017, e a decisão tornou-se definitiva em 2022. O Superior Tribunal de Justiça (STJ) homologou a sentença estrangeira em 2023, determinando o cumprimento da pena no Brasil. O ex-atleta foi preso em março de 2024, em Santos (SP), e transferido para a Penitenciária 2 de Tremembé, no interior paulista.

A defesa argumenta que a Lei de Migração, sancionada em 2017, não poderia retroagir para atingir um crime cometido em 2013. No entanto, Fux refutou essa tese, afirmando que a norma tem natureza processual, não penal.

O ministro também criticou a estratégia da defesa de tentar reverter a decisão por meio de embargos de declaração, recurso que serve apenas para esclarecer omissões no julgamento.

O embargante tenta, pela via imprópria, rediscutir tema que já foi objeto de análise”, escreveu Fux.

Robinho nega o crime e alega que a relação foi consensual.

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