O ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) João Otávio de Noronha determinou a devolução de computadores, veículos, joias e celulares apreendidos pela Polícia Federal (PF) na Operação 18 Minutos, que investiga suspeitas de corrupção no Tribunal de Justiça do Maranhão (TJ-MA).
Noronha argumentou que, com o fim da investigação e da fase de coleta de provas pela PF, não há mais necessidade de retenção dos bens.
“As diligências investigativas atingiram sua finalidade, permitindo que as apurações avancem sem a necessidade de perpetuação de medidas cautelares que impliquem o agravamento da situação dos investigados”, diz trecho da decisão do magistrado.
O Código Penal assegura a restituição de itens apreendidos na investigação criminal “sempre que cessada sua utilidade para o processo investigativo”: “As medidas cautelares não podem se transvestir em penas antecipadas, devendo permanecer estritamente vinculadas à finalidade processual ou investigativa que justificou sua decretação”.
“Considerando os valores apreendidos, que se manterão acautelados, entendo que a manutenção de bens como telefones, computadores, laptops, veículos e joias não encontra justificativa no momento atual”, afirmou Noronha na decisão.
