Governo prepara Refis para MEIs com parcelamento em até 12 anos
Brasília, Quarta, 24 de junho de 2026
Política

Governo prepara Refis para MEIs com parcelamento em até 12 anos

Programa prevê descontos de até 70% para regularização de débitos tributários e deve alcançar até 4 milhões de empreendedores

Paulo Henrique Pereira, novo ministro do Empreendedorismo Foto: Ailton de Freitas/MJSP
Paulo Henrique Pereira, novo ministro do Empreendedorismo Foto: Ailton de Freitas/MJSP

Compartilhe em

Foto do autor

Por Redação

O governo federal prepara um programa de renegociação de dívidas tributárias voltado aos microempreendedores individuais (MEIs). A proposta prevê parcelamento em até 145 meses, descontos de até 70% e pode beneficiar entre 3 milhões e 4 milhões de empreendedores que estão em situação de inadimplência.

✅ Siga o canal do Claudio Dantas no WhatsApp

Em entrevista para o O Globo, o ministro do Empreendedorismo, Paulo Pereira, afirmou que a iniciativa será um desdobramento do Desenrola e terá foco nas dívidas fiscais acumuladas por MEIs que deixaram de pagar as contribuições mensais ou tiveram o CNPJ cancelado em razão dos débitos.

Segundo o ministro, a proposta será estruturada por meio de transação tributária conduzida pela Receita Federal. O programa deverá contemplar dívidas de até R$ 20 mil, com parcela mínima de R$ 25.

“A ideia é poder parcelar em até 145 meses, com descontos de até 70%, desde que mantido o valor principal da dívida. Para dívidas inscritas há mais de um ano, parcelamento em até 60 meses, com desconto linear de 50%.”

Atualmente, o parcelamento disponível para esse público é limitado a dois anos, com prestação mínima de R$ 50.

Pacote inclui aumento do teto do MEI

A renegociação de débitos integra um pacote de medidas que o Lula pretende encaminhar ao Congresso Nacional nos próximos meses.

Entre as propostas está o aumento do limite de faturamento anual do MEI para R$ 110 mil em 2027 e R$ 140 mil em 2028.

O governo calcula impacto de R$ 4 bilhões com a medida ao longo dos dois anos.

Questionado sobre a compensação fiscal da proposta, Paulo Pereira afirmou que o Executivo não pretende criar uma nova fonte de arrecadação para cobrir o custo.

“Não vamos trazer uma fonte alternativa de receita.”

Segundo o ministro, o impacto previsto é de R$ 2 bilhões em 2027 e mais R$ 2 bilhões em 2028.

Escreva seu e-mail para receber bastidores e notícias exclusivas

Não fazemos spam! Leia nossa política de privacidade para mais informações.

Publicidade