A decisão da União Europeia de retirar o Brasil da lista de países autorizados a exportar determinados produtos de origem animal para o bloco provocou reação do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República.
Em publicação nas redes sociais neste domingo (7), o parlamentar atribuiu a medida ao governo do Lula e afirmou que pretende reverter o cenário caso vença as eleições de 2026.
“Pelo visto, mais um problema do Lula que vou ter que resolver ano que vem. O Brasil e o Agro voltarão a ser respeitados!”, escreveu.
A exclusão do Brasil foi formalizada em regulamento assinado pela presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen. A medida passa a valer em 3 de setembro.
Pelas novas regras, o país deixará de integrar a lista de nações habilitadas a exportar produtos como carne bovina, carne de frango, pescado e mel para o mercado europeu.
Segundo a Comissão Europeia, a decisão está relacionada ao cumprimento das normas do bloco sobre o uso de antimicrobianos na produção animal.
A legislação europeia permite a utilização desses medicamentos para o tratamento de doenças e infecções em animais, mas restringe substâncias empregadas para acelerar o crescimento ou elevar a produtividade dos rebanhos.
De acordo com o bloco, o Brasil não apresentou garantias suficientes de que atenderá integralmente às exigências estabelecidas dentro do prazo previsto.
A Comissão informou ainda que o país foi o único retirado da lista por esse motivo. Outras nações que comprovaram adequação às regras sanitárias mantiveram autorização para exportar ao mercado europeu.
Países vizinhos permanecem habilitados
Argentina, Paraguai e Uruguai continuam autorizados a exportar os produtos abrangidos pelo regulamento europeu.
O documento também registra que a decisão não foi motivada por casos de carne contaminada ou por surtos sanitários. A medida foi adotada após o período concedido para que o Brasil apresentasse novas garantias de conformidade às exigências do bloco.
