Flávio culpa Lula por veto da UE à carne brasileira
Brasília, Segunda, 08 de junho de 2026
Política

Flávio culpa Lula por veto da UE à carne brasileira

Senador reage à decisão europeia que retirou o Brasil da lista de países autorizados a exportar determinados produtos de origem animal

Flavio Bolsonaro (Foto: Geraldo Magela/Agência Senado)
Flavio Bolsonaro (Foto: Geraldo Magela/Agência Senado)

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Por Mariana Albuquerque

Jornalista e pós-graduada em Direito Legislativo.

A decisão da União Europeia de retirar o Brasil da lista de países autorizados a exportar determinados produtos de origem animal para o bloco provocou reação do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República.

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Em publicação nas redes sociais neste domingo (7), o parlamentar atribuiu a medida ao governo do Lula e afirmou que pretende reverter o cenário caso vença as eleições de 2026.

“Pelo visto, mais um problema do Lula que vou ter que resolver ano que vem. O Brasil e o Agro voltarão a ser respeitados!”, escreveu.

A exclusão do Brasil foi formalizada em regulamento assinado pela presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen. A medida passa a valer em 3 de setembro.

Pelas novas regras, o país deixará de integrar a lista de nações habilitadas a exportar produtos como carne bovina, carne de frango, pescado e mel para o mercado europeu.

Segundo a Comissão Europeia, a decisão está relacionada ao cumprimento das normas do bloco sobre o uso de antimicrobianos na produção animal.

A legislação europeia permite a utilização desses medicamentos para o tratamento de doenças e infecções em animais, mas restringe substâncias empregadas para acelerar o crescimento ou elevar a produtividade dos rebanhos.

De acordo com o bloco, o Brasil não apresentou garantias suficientes de que atenderá integralmente às exigências estabelecidas dentro do prazo previsto.

A Comissão informou ainda que o país foi o único retirado da lista por esse motivo. Outras nações que comprovaram adequação às regras sanitárias mantiveram autorização para exportar ao mercado europeu.

Países vizinhos permanecem habilitados

Argentina, Paraguai e Uruguai continuam autorizados a exportar os produtos abrangidos pelo regulamento europeu.

O documento também registra que a decisão não foi motivada por casos de carne contaminada ou por surtos sanitários. A medida foi adotada após o período concedido para que o Brasil apresentasse novas garantias de conformidade às exigências do bloco.

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