O Metrópoles antecipou que Daniel Vorcaro contou em sua nova delação que não houve contrapartida para Flávio Bolsonaro envolvendo o financiamento do filme Dark Horse, em homenagem a seu pai. Na sequência, o Globo informa que a Polícia Federal agora acha que a proposta de colaboração não tem fatos novos. Isso depois de a CNN, dias atrás, informar que se tratava de uma versão muito mais completa sobre os crimes envolvendo a gestão do Master.
Se todas essas manchetes estão corretas, se todas as fontes anônimas falam a verdade, estamos diante de um escândalo ainda pior envolvendo, não apenas uma tentativa de acobertamento de supostos atos ilícitos de ministros do STF, mas uma estratégia deliberada de constranger a candidatura do senador do PL. Será que veremos outra vez o instituto da colaboração premiada ser usado como arma política contra adversários?
Será que não percebem que a cada nova versão ou tentativa de manipulação da verdade e do devido processo legal, mais constrangedor fica para o STF, a PF e a PGR? Será que os ministros que não beberam do uísque de Vorcaro, os delegados que não viajaram em seus jatinhos e os procuradores que não participaram de seus bacanais estão satisfeitos com a condução dessas investigações?
Será que não enxergam a desmoralização da Justiça, o enterro do Estado de Direito? O que mais precisa acontecer para que haja uma reação interna, institucional mesmo, em cada uma dessas instituições para que possam ainda ser chamadas ‘instituições’? Não é possível que a única saída para o escândalo do banco Master seja a desmoralização das investigações hoje sob a relatoria de André Mendonça! Não há mais juízes em Brasília, nem procuradores, nem delegados?
