Cerimônias silenciosas lembram vítimas enquanto país mantém esforços diplomáticos para encerrar o conflito
Israel marcou nesta terça-feira (7) o segundo aniversário dos ataques do Hamas, que deram início ao conflito na Faixa de Gaza, com cerimônias discretas e homenagens às vítimas. O país mantém negociações de paz em andamento, mas ainda há 48 reféns israelenses em cativeiro e o número de mortos palestinos ultrapassa 67 mil, segundo dados de autoridades locais.
A data coincidiu com o início do festival judaico de Sucot, feriado nacional e religioso que paralisou o funcionamento da maior parte do comércio. O governo israelense adiou as cerimônias oficiais em memória das vítimas para 16 de outubro, após o fim do período das Grandes Festas.
Mesmo assim, moradores de regiões atingidas organizaram homenagens locais. Em Kfar Azza, a menos de três quilômetros da fronteira com Gaza, dezenas de pessoas participaram de um memorial com um minuto de silêncio às 6h29 — horário em que os primeiros foguetes do Hamas foram disparados em 2023, sobrecarregando o sistema de defesa aérea de Israel.
Em Rehovot, ao sul de Tel Aviv, cerca de 20 corredores percorreram uma rota tradicional com camisetas pedindo a libertação dos reféns. Motoristas que passavam pelo local manifestaram apoio com buzinas.
As homenagens refletem um clima de exaustão nacional, após dois anos de guerra contínua. As forças israelenses seguem atuando na Faixa de Gaza, enquanto o governo tenta avançar nas negociações mediadas por países aliados para encerrar o conflito e recuperar os reféns ainda em poder do Hamas.
