Hamas disse estar pronto para libertar 48 reféns
O Hamas anunciou nesta sexta-feira (3) que aceitou negociar os termos do plano de paz apresentado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para encerrar a guerra na Faixa de Gaza, que completou dois anos.
Em comunicado publicado no Telegram, o grupo afirmou estar pronto para libertar os 48 reféns, dos quais apenas 20 estariam vivos, em troca da retirada das tropas israelenses e da criação de um Estado palestino.
A proposta dos Estados Unidos prevê um cessar-fogo de 72 horas para viabilizar a soltura dos reféns e a devolução de corpos. Eles também pediram a formação de um governo de transição comandado por tecnocratas palestinos, com consenso nacional e apoio árabe e islâmico.
Hamas disse estar em prontidão para acordo
Esse governo temporário seria supervisionado por um “comitê de paz” presidido por Trump e por líderes globais como o ex-premiê britânico Tony Blair.
“O movimento afirma sua prontidão para entrar imediatamente em negociações por meio de mediadores para discutir os detalhes deste acordo”, disse o Hamas.
O comunicado do grupo cita sua participação no debate sobre o futuro de Gaza, enquanto o plano dos EUA exclui qualquer influência do Hamas. O acordo prevê anistia aos combatentes que se renderem, mas veda sua participação no futuro governo palestino.
A adesão do Hamas à proposta de Trump representa a primeira sinalização concreta do grupo em direção a um entendimento desde o início da guerra, mas a execução do plano ainda depende da aceitação de Israel e da mediação internacional.
