Zucco critica omissão do governo Lula no Rio: "um escândalo"
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Política

Zucco critica omissão do governo Lula no Rio: “um escândalo e uma vergonha nacional”

Zucco, líder da opoisção, critica Motta, STF e diz que oposição rompeu apoio na Câmara

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Por Mariana Albuquerque

Jornalista e pós-graduada em Direito Legislativo.

Líder da oposição cobra demissão do diretor-geral da PF

O deputado federal Zucco (PL-RS), líder da oposição na Câmara, afirmou que o diretor-geral da Polícia Federal deveria pedir demissão imediatamente. Para ele, a declaração de Andrei Passos Rodrigues, admitindo que a PF foi consultada pela Polícia Militar do Rio de Janeiro e se negou a participar da operação contra o Comando Vermelho, é “um escândalo e uma vergonha nacional”.

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Segundo Zucco, enquanto policiais civis e militares arriscavam a vida enfrentando bandidos fortemente armados, o governo federal se manteve omisso. Ele criticou a recusa da PF em apoiar a ação, destacando que o crime organizado mudou de patamar, atuando como força paralela com armamento pesado, poder econômico e domínio territorial.

O deputado disse que o governo Lula não fez nada. Negou três pedidos de blindados feitos pelo governador Cláudio Castro, recusou-se a agir, não decretou a Garantia da Lei e da Ordem (GLO) e abandonou o povo carioca à própria sorte. “Enquanto governadores de todo o país ofereceram apoio e solidariedade ao Rio de Janeiro, o governo federal se esconde atrás de discursos e burocracia”, acrescentou.

Zucco afirmou ainda que “o Brasil está diante de uma guerra declarada pelo crime, e o governo Lula age como se fosse apenas mais uma crise de gabinete. O país precisa de liderança, coragem e comando — não de omissão e covardia.”

O contexto da declaração envolve a recusa da PF em participar da megaoperação realizada no Rio de Janeiro, que deixou mais de 130 mortos. O diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, disse que a operação não era “razoável” para o modo de atuação da corporação e que não havia autorização legal para participação.

Rodrigues participou de reunião com Lula e ministros, incluindo Ricardo Lewandowski (Justiça), Rui Costa (Casa Civil), Anielle Franco (Igualdade Racial) e Macaé Evaristo (Direitos Humanos). Lewandowski afirmou que a possibilidade de decretar a GLO não foi discutida e que a decisão depende do presidente, sem solicitação formal do governador Cláudio Castro.

 

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