Zucco: O Congresso está se apequenando diante do STF
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Política

Zucco: O Congresso está se apequenando diante do STF

Zucco dá entrevista no Alive
Alive: Zucco diz que Motta e Alcolumbre sofrem pressão do STF para não pautar anistia e impeachment de Moraes

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Por Isac Mascarenhas

O deputado Zucco (PL-RS), líder da oposição na Câmara dos Deputados, expressou profunda preocupação com o crescente domínio da “juristocracia” no Brasil, durante sua participação no programa Alive, do canal Claudio Dantas, nesta sexta-feira (12). Zucco criticou a atuação do Supremo, que condenou o ex-presidente Jair Bolsonaro por suposta tentativa de golpe de Estado.

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O parlamentar, que se descreve como tendo uma ligação muito pessoal com o ex-presidente, lamentou a condenação de Bolsonaro, a quem considera um “grande líder” que trouxe um sentimento de patriotismo e civismo à nação.

Para Zucco, o Congresso está “se apequenando muito” diante do novo poder exercido pelo Supremo, que, segundo ele, “manda no país sem ter nenhum voto”, impactando negativamente tanto o Executivo quanto, principalmente, o Legislativo.

Zucco citou como exemplo a derrubada do decreto de aumento do IOF, projeto de sua autoria que 90% do Congresso teria votado a favor. Em sessão de conciliação, Moraes manteve parte do aumento do imposto.Um ministro com uma caneta desconsiderou tudo”, afirmou.

Ele também destacou a fragilidade das presidências das casas legislativas, mencionando a falta de cumprimento da palavra por Hugo Motta (Rep-PB) em relação à anistia, e a inação de Davi Alcolumbre (União-AP) no Senado, que mantém parada a pauta de impeachment contra o ministro Alexandre de Moraes, mesmo com um número mínimo de assinaturas.

“É um deboche, uma conivência, uma prevaricação. Os presidentes estão sofrendo pressão [do STF]”.

Apesar das dificuldades e pressões que os presidentes das Casas sofrem, Zucco reafirmou o compromisso de lutar por um cenário político que reflita os anseios da sociedade, incluindo a instalação da CPI da Lava Toga e a busca para que Bolsonaro possa estar nas urnas em 2026, por mais difícil que seja. “Não está morto quem peleia”, concluiu o deputado, utilizando um ditado gaúcho.

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