Em visita à Agrishow na tarde desta terça-feira (28), o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) afirmou que ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) estão distantes da sociedade e que “está claríssimo” que a Corte é a instituição pública com menor credibilidade no país.
“Precisamos mudar essa visão desses intocáveis, que fica muito clara nesse distanciamento deles”, disse o pré-candidato à Presidência. Zema chegou ao evento, realizado em Ribeirão Preto (SP), por volta das 10h.
O ex-governador também defendeu uma “reforma profunda no Judiciário” como uma de suas prioridades em um eventual governo, já que alguns “querem que o Supremo continue sendo o Supremo Tribunal de Negócios como ele tem se transformado”. Citou ainda cortes de gastos públicos, redução de juros e combate à impunidade, sem detalhar propostas.
Zema afirmou ainda que o país precisa de “um líder com credibilidade e não de um líder com histórico criminoso”: “Já vasculharam minha vida de todas as formas, até hoje não encontraram nada. Temos um presidente que tem o rabo preso, que se resguardando junto a ministros do Supremo. Eu acho que nós precisamos é de ter também um Supremo sem o rabo preso”.
“Hoje, eles estão lá tentando fazer o quê? Evitar investigações”, completou, ao comentar a relação entre os Poderes.
O ex-governador também respondeu a declarações do ministro do STF Gilmar Mendes sobre seu sotaque: “Eu falo português, o ‘mineirês’, do Triângulo Mineiro, muito próximo aqui a Ribeirão Preto, e tenho orgulho do meu sotaque, que tem uma semelhança muito grande aqui com essa região de São Paulo”.
“O ministro é que está utilizando um português muito esnobe, até por estar isolado da sociedade brasileira, ele deveria comparecer a um evento igual a esse aqui, porque ele iria perceber que eu converso a mesma língua do produtor rural”, completou Zema.
