Marcel van Hattem rebate Hugo Motta e cobra CPI contra Moraes - Claudio Dantas
Brasília, Quinta, 02 de julho de 2026
Política

Marcel van Hattem rebate Hugo Motta e cobra CPI contra Moraes

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Por Adrian Almeida

Deputado diz que sanções dos EUA são resposta a abusos de Moraes

O deputado Marcel van Hattem (Novo-RS) respondeu à manifestação do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), que criticou as sanções impostas pelos Estados Unidos ao ministro Alexandre de Moraes. Em publicação no X, Van Hattem afirmou que Moraes “tem sistematicamente violado as leis brasileiras e a Constituição” e acusou o ministro de perseguir opositores políticos.

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Ao contestar a defesa feita por Motta à soberania nacional, o parlamentar disse que as sanções do governo norte-americano não se deram por questões internas do Brasil, mas por abusos cometidos por Moraes que, segundo ele, ultrapassam fronteiras.

“A sanção a Moraes foi decidida pelos EUA porque, além das leis e da Constituição brasileira, o ministro também tem violado leis internacionais e a Constituição americana, e tem perseguido cidadãos e empresas americanos ou em solo estadunidense”, escreveu.

Van Hattem citou como exemplos o bloqueio das redes Rumble e X durante as eleições, o sequestro de valores da Starlink, e pedidos de extradição e prisão contra cidadãos estrangeiros por opiniões em redes sociais. Para o deputado, esses atos configuram “abuso de autoridade” e “violação de direitos humanos”.

O parlamentar ainda aproveitou para pressionar Hugo Motta a autorizar a instalação da CPI do Abuso de Autoridade contra ministros do STF e do TSE, proposta por ele e ainda parada na Câmara dos Deputados.

“Vamos agir e começar os trabalhos da CPI do Abuso de Autoridade do STF e do TSE imediatamente na volta do recesso, presidente?”, cobrou.

Van Hattem concluiu defendendo que a resposta aos excessos de Moraes deveria vir de dentro do Brasil, via impeachment pelo Senado ou investigação pela Câmara, mas, diante da omissão, elogiou a postura dos Estados Unidos de “não tolerar abusos e violação à própria soberania”.

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