Durante o programa ALive desta quinta-feira (12), o deputado federal Marcel van Hattem (Novo-SP) afirmou que as novas informações sobre Dias Toffoli e o caso do Banco Master são “gravíssimas” e precisam “terminar em impeachment” do ministro do STF.
A PF pediu ao presidente do Supremo, Edson Fachin, a suspeição de Toffoli no caso do Master, após encontrar mensagens e pagamentos ligados a ele. Nesta manhã, o ministro admitiu ser sócio da Maridt Participações, empresa de seus irmãos que vendeu participação do resort Tayayá a fundo ligado ao cunhado de Daniel Vorcaro, dono do Master.
Marcel apresentará nesta tarde novo pedido de impeachment contra Toffoli. Ele defendeu o impeachment seja seguido de “investigação e punição de acordo com a lei”: “É um absurdo a pessoa que é responsável por um processo no Supremo Tribunal Federal ter trocado mensagens pedindo dinheiro para aquele que ele vai julgar”.
“É algo que não tem o menor cabimento”, afirmou o parlamentar. Para ele, tudo revelado nas últimas horas também “coloca um fim a qualquer tipo de possibilidade” de um “grande conluio, um grande acordo para salvar” Toffoli.
“Eu acho que isso não vai acontecer mais, porque até hoje é isso que a gente vê, grandes acordos para salvar a cabeça de um figurão ou outro. E agora é questão de tempo e de atitude [pelo impeachment de Toffoli]”, concluiu Marcel.
Segundo o deputado, o argumento “mais importante” do novo pedido de impeachment que apresentará é justamente “a falta de condições morais de Dias Toffoli de continuar como ministro da Suprema Corte pela suspeição que [ele] tem nesse caso [do Master]”.
De acordo com o deputado, “não resta mais dúvida nenhuma” que Toffoli cometeu crime de responsabilidade. Para Marcel, isso é “absolutamente óbvio” e “cristalino”: “Se ele é suspeito em um caso que é de sua responsabilidade, ele não abre mão de julgar esse caso, ele mesmo tem dito que não é suspeito, que ele vai continuar julgando, o crime de responsabilidade está configurado”.
Van Hattem disse ainda que os fundamentos contra Toffoli também vão servir para outro pedido de impeachment, que protocolará contra o PGR Paulo Gonet: “Nós já havíamos acionado o procurador-Geral da República demonstrando claramente a suspeição do ministro Dias Toffoli antes dessas notícias de ontem, que só confirmam e complementam aquilo que nós já sabíamos sobre a suspeição do Dias Toffoli. E o Paulo Gonet mandou arquivar”.

