Valdemar chama Messias de “camarada de bem”
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Política

Valdemar chama Messias de “camarada de bem”

Presidente do PL diz que governo tem maioria para garantir aprovação no Senado à indicação de Lula

Segundo o dirigente partidário, Flávio se beneficia diretamente do capital político do pai. Foto: Marcello Casal JrAgência Brasil.
Foto: Marcello Casal JrAgência Brasil.

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Por Karoline Cavalcante

Jornalista e pós-graduanda em Marketing Político e Campanhas Eleitorais

O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, afirmou nesta quarta-feira (1) que a eventual indicação do ministro da Advocacia-Geral da União (AGU), Jorge Messias, ao Supremo Tribunal Federal (STF) deve ser aprovada pelo Senado Federal, apesar da resistência de parte da oposição.

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Em entrevista ao Metrópoles, Valdemar fez elogios ao ministro e destacou seu perfil, mesmo reconhecendo o alinhamento político com o governo. “Ele, lógico, é Lula fechado, é PT fechado, mas é um camarada de bem”, disse.

Em entrevista, Valdemar elogiou o nome de Messias e destacou seu perfil, mesmo reconhecendo o alinhamento político com o governo. “Ele, lógico, é Lula fechado, é PT fechado, mas é um camarada de bem”, disse.

O dirigente também defendeu que é prerrogativa do presidente indicar nomes de sua confiança para a Corte e relembrou a escolha anterior de Cristiano Zanin. “Quando eu vi que o Lula ia indicar o Zanin, por exemplo, eu achei bom. Ele não vai pôr um camarada do PL lá. Ele tem que pôr um dele”, afirmou. Em seguida, completou: “Então, ele que escolha o melhor. Eu acho que o Messias está entre os melhores que ele tem”.

Apesar da avaliação positiva, Valdemar disse que não pretende interferir na posição dos senadores do partido. “Não dou nem palpite no Senado. O nosso pessoal é contra”, declarou. Ainda assim, minimizou a resistência: “Mas não adianta ser contra, porque eles têm maioria. Tem maioria. Aprova. Pode escrever, aprova”.

O presidente do PL também comentou a atuação do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), responsável por pautar a análise. Ele citou o episódio envolvendo André Mendonça — em que Alcolumbre, então à frente da CCJ, demorou cerca de quatro meses para pautar a sabatina ao STF — para ilustrar o histórico de enfrentamento do parlamentar.

“O que ele fez com o André Mendonça não existe. A gente sabe que ele topa enfrentar”, disse, ponderando em seguida: “Agora, ele está em uma situação diferente”.

Assista ao trecho:

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